Clubhouse e o status social

Clubhouse e o status social. Artigo de Daniel Aguado

Atualmente, uma das marcas mais desejadas por um seleto grupo de consumidores no mundo, não produz bolsas exclusivas, carros de luxo ou qualquer outro bem material possível de ser ostentado publicamente. Essa nova e desejada grife chama-se Clubhouse, uma rede social só de áudios e exclusiva para os donos de Iphone (IOS). Lançada em abril de 2020, o Clubhouse rapidamente transformou-se no maior sonho de consumo daqueles que adoram portar uma exclusividade e que não abrem mão do status social oferecido por determinados produtos ou serviços.

Para fazer parte dessa elite, o usuário precisar ser convidado por um outro membro e, além disso, ter o seu convite aprovado pelo administrador da rede social. Processo que eleva sensivelmente o desejo e a ansiedade de certos consumidores em ingressarem nessa novidade digital. Na prática, por ser uma plataforma recém lançada, essa seleção de novos usuários tem um aspecto mais técnico do que social, pois garante à plataforma uma adequação melhor dos seus sistemas, servidores e da performance dos conteúdos publicados pelos usuários.

No entanto, enxergando o potencial da exclusividade, obviamente, o Clubhouse adicionou esse atributo à sua marca e, agora, atua para atrair usuários muito relevantes para a plataforma, entre eles, empresários descolados, celebridades internacionais e políticos engajados. A combinação perfeita para quem busca diferenciação por meio de uma marca.

Sem julgamentos, o fato é que parte dos consumidores ainda enxergam nas marcas uma ferramenta poderosa de diferenciação pessoal e social. Isso não é uma novidade e apenas reforça o potencial existente no mercado de alto luxo ao redor do mundo e no Brasil. E, geralmente, esse tipo de consumidor possui um comportamento bastante linear e similar ao da comunidade que está inserido e, na busca por diferenciação, acabam copiando os hábitos de consumo dos seus similares, criando uma irmandade atraída pelas mesmas marcas, produtos e serviços. Resultado: nenhuma diferenciação entre os similares, mas ampla distinção com as massas.

Por hora, não se preocupe se ainda não foi convidado para fazer parte do Clubhouse. Se algo serve de consolo, o Orkut adotou essa mesma estratégia a época do seu lançamento e veja no que deu!

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

Leia outros artigos de Daniel Aguado:

BBB21: a arriscada exposição para os anunciantes

Merchandising sem Faustão?

Growth Marketing: a nova expressão da moda

https://marcaspelomundo.com.br/destaques/sai-ford-entra-tesla/