Por que todo mundo é CMO?

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O LinkedIn é a minha rede social favorita. Em geral, gosto dos conteúdos postados pelos profissionais e pelas marcas. No entanto, tenho notado um certo exagero das pessoas ao descreverem suas atividades ou cargos nos perfis. Não é uma crítica, mas uma observação sobre gerar uma expectativa errada sobre as reais atribuições. Ando muito espantando e, às vezes, otimista, com a quantidade de CMO’s, CEO’s, CFO’s, CTO’s, COO’s espalhados por aí. Torço para que o mercado tenha essa quantidade de vagas nesses níveis executivos, especialmente, com as suas respectivas e desejáveis atribuições, responsabilidades, visibilidade e, claro, remuneração.

Afinal, é mais relevante a nomenclatura de um cargo ou as atividades que estão sob a sua gestão? É fundamental destacar que não há certo ou errado, mas é preciso avaliar melhor esse efeito superlativo tão comum nas redes sociais. Em meus longos anos de experiência profissional, de maneira geral, sempre tento ser bastante realista sobre as minhas funções, tendo uma visão bastante pragmática sobre papéis e responsabilidades. Isso faz com que eu entenda, por exemplo, o longo caminho a ser percorrido até o topo dessa pirâmide corporativa.

Seguramente, não dá para ser um CEO ou um CMO de pequenos processos, burocracias e rotinas de baixa complexidade e, fundamentalmente, com pouco impacto na sociedade. Ser um CMO compreende estar a frente de grandes obstáculos e desafios mercadológicos robustos. É um(a) profissional com um amplo repertório cultural, com múltiplas experiências e um olhar muito assertivo sobre o futuro, a diversidade, a sustentabilidade e os temas pertinentes às transformações do consumo e do cotidiano das pessoas. Isso exige ter acertado e errado algumas vezes. Ter tomado decisões difíceis e controversas. Significa ter experiência.

O mais interessante neste meu acompanhamento é descobrir, em alguns casos, que existem empresas com três ou quatro CMO’s! Chega a ser divertido. Imagino como deve ser complexa a gestão das marcas, dos produtos e da experiência do cliente em lugares assim. Quem tomará a decisão? Quem assumirá o risco? A quem será atribuída a conquista ou o fracasso? Para evitar esse tipo de situação, o melhor é reconhecer a realidade presente e, se for um desejo, desenvolver-se para chegar ao “C” tão almejado. Não force a barra antes disso. Vira propaganda enganosa!

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

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