A geração permuta

A geração permuta, por Daniel Aguado (influencer)

Nas últimas décadas, com a popularização dos meios de comunicação digitais, em especial, as redes sociais; acompanhamos o surgimento de um novo tipo de artista, celebridade e formador de opinião, pautado basicamente por seu número de seguidores e likes que conseguem gerar nas suas respectivas páginas oficiais. Um fenômeno capaz de lançar ao estrelato pessoas com pouco ou nenhum repertório cultural e profissional.

Simultaneamente, ao atentarem-se ao grande alcance e engajamento desses influenciadores com as suas audiências, as marcas trataram logo de ocupar as timelines dessas celebridades com inúmeros posts patrocinados, aonde tinham a oportunidade de explorar atributos dos produtos e serviços, sem muito critério sobre quem os promoviam.

Em muitos casos, o post patrocinado e elogioso sobre determinada marca é fruto de uma permuta ou, o popular, escambo. Basicamente, a troca de mercadorias sem o pagamento em dinheiro. O que significa um avanço exponencial de celebridades pedintes de benefícios às marcas e uma avalanche de postagens com a hashtag ‘recebidos’.

Tudo funcionava muito bem até a chegada da pandemia e o agravamento de uma crise social sem precedentes, despertando em grande parte dos consumidores um certo descontentamento com esses conteúdos alheios a realidade dramática de grande parte da população. As críticas as celebridades e às marcas promotoras da positividade tóxica têm aumentado e, supreendentemente, temos assistido a um verdadeiro show de alienação e falta de contexto social desses influenciadores.

A expectativa é que esse modelo de trabalho evolua e, assim, explore profissionais preparados e que tenham algo efetivo para oferecerem às marcas e às pessoas. Possivelmente, estamos presenciando o fim da era #recebidos, #lookdodia, #gratiluz, #eumereço.

O artigo “A geração Permuta” é de Daniel Aguado | danielaguado.com.br

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