A evolução da bancada masculina

A evolução da bancada masculina, por Daniel Aguado

Como temos ficado mais tempo em nossas casas, passamos a observar detalhadamente a nossa rotina, os hábitos de consumo, a recorrente acumulação de itens sem utilidade e por aí vai. Nesse contexto, essa semana me deparei com o crescimento de itens presentes na bancada do meu lavatório (foto) e como esse tem sido um processo de mudança no comportamento masculino nos últimos anos. Pessoalmente, considero uma evolução muito positiva.

As mulheres perceberam há muito tempo que o cuidado com a beleza é algo indispensável para o bem estar e a saúde – física e mental. Elas foram muito perspicazes em usar isso como uma importante ferramenta para melhorar a autoestima, a capacidade de comunicação e a exposição pública. Em resposta a isso, obviamente, a indústria desenvolveu uma ampla capacidade de produção e de tecnologias que melhoram os resultados dos seus produtos, bem como, criam novas necessidades nas consumidoras.

E os homens? Parece que não haviam acordado para isso e, em consequência, a indústria também deixou de lado esses consumidores pouco interessados com os cuidados estéticos. Porém, os anos passaram e esse comportamento está mudando. Uma ótima notícia para todos. Afinal, os cuidados com a saúde também consideram a nossa aparência.

Marcas como Natura, O Boticário e, em especial, a Nivea, identificaram esse movimento e passaram a oferecer inúmeros produtos para esse segmento do mercado. Destaquei a Nivea, pois já possuem uma vasta linha de produtos para os cuidados masculinos no mercado europeu e, possivelmente, devem incorporar esse know-how no Brasil. Para o barbear, os produtos da linha Nivea Men são imbatíveis.

O mais interessante nessa mudança de comportamento é que as marcas estão respeitando mais os tempos dos consumidores. Entenderam que aquele modelo de ‘metrossexual’ ou o homem vaidoso ao extremo não correspondia à massa de consumidores que, como eu, buscam cuidados básicos, sem muitas horas de dedicação e com baixa complexidade de uso.

Um outro aspecto ainda a ser desenvolvido é a comunicação e o marketing desse segmento, ainda muito estereotipado e cheio de clichês. Assim como os produtos evoluíram, também é importante que as estratégias de atração de consumidores também acompanhe essas transformações da sociedade. Afinal, nem todo barbudo é hipster, nem todo pai de família está careca e fora de forma, nem todo gay frequenta academia regularmente.

Como o público feminino, exausto dessa beleza perfeita e inalcançável; os homens também estão buscando algo mais real e próximo ao cotidiano. Por isso, estou torcendo para que a próxima evolução desse mercado ocorra na forma como estão dispostos a nos encantar com seus eficientes produtos. Afinal, todo mundo gosta de estar com uma aparência mais jovem e saudável, mesmo em tempos de isolamento social.

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

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Daniel Aguado | Diretor de Marketing do Poliedro Educação

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