Retail media aumenta a pressão da indústria por execução e mensuração no PDV

Michelle Tsufa, presidente do Comitê de Conselho e Estratégia da EVER Trade Marketing
LinkedIn
X
Facebook
Threads
WhatsApp

O retail media ganhou espaço na agenda da indústria e do varejo por uma razão bastante objetiva: ele aproxima a comunicação do momento da compra e permite trabalhar com dados que o próprio varejista conhece como poucos, uma evolução importante e que tende a receber cada vez mais investimento.

Mas existe uma discussão que precisa avançar junto com esse crescimento. Não adianta sofisticarmos a mídia e continuarmos olhando a execução no ponto de venda como uma conversa separada, e para quem vem da indústria e conhece a operação de campo, isso é muito claro. 

É possível ter uma excelente campanha, atingir o público correto e gerar interesse, mas, se o consumidor chega à loja e não encontra o produto, encontra um preço diferente, uma exposição ruim ou uma ativação que não foi executada como planejado, temos um problema que não é apenas operacional, mas um problema de retorno sobre o investimento. É por isso que, para mim, retail media e execução precisam estar na mesma mesa.

A campanha não termina quando a mídia é entregue

Durante muito tempo, grande parte da discussão sobre mídia esteve concentrada em alcance, frequência, audiência e impacto. Esses indicadores continuam importantes, mas o retail media nos permite avançar, pois se estamos mais próximos da compra, precisamos também estar mais próximos da conversão.

Não estou defendendo que toda variação de venda seja atribuída à execução ou à campanha, essa seria uma simplificação. O que precisamos é ter informação suficiente para entender em quais condições aquele investimento aconteceu, o que é uma diferença importante.

Nunca tivemos acesso a tantos dados, e isso é ótimo! O desafio agora é transformar o volume de informação em capacidade de decisão. Uma vez que, quando cruzamos dados de campanha com outros como, ruptura, preço, disponibilidade, share de gôndola, e aderência ao planograma, começamos a enxergar o investimento de outra forma.

Na minha rotina na EVER, trabalhamos justamente nessa interseção entre dados, tecnologia e presença física. São milhares de profissionais acompanhando diariamente o que acontece no ponto de venda, o que gera uma quantidade enorme de informação, mas o valor não está simplesmente em coletá-la, mas em conseguir transformar o que acontece na ponta em inteligência para a tomada de decisão.

Quem está dentro da loja percebe situações que nem sempre chegam imediatamente a um dashboard e quanto melhor conseguirmos conectar essas visões, mais rápido conseguiremos agir.

O PDV virou mídia e agora a mídia precisa olhar para o PDV

O avanço das redes de retail media, combinando formatos onsite, offsite e in-store, amplia muito as possibilidades para as marcas. O próprio ambiente físico ganha uma importância diferente dentro da estratégia de comunicação. Mas, quando a loja passa a ser tratada também como mídia, a qualidade da execução se torna parte de uma entrega e não mais só uma questão de trade. E essa mudança, na minha visão, vai aumentar a cobrança da indústria por mensuração.

A indústria vai querer entender melhor quais lojas recebem investimento, onde existe maior potencial, quais regiões respondem melhor, onde a execução precisa ser corrigida e o quanto cada variável interfere no desempenho. Isso exige dados melhores, integração e capacidade de agir rapidamente sobre aquilo que os números mostram e é justamente aí que vejo uma grande oportunidade para o trade marketing.

As informações que vêm da execução podem voltar para o início da decisão e ajudar a definir onde investir, como ativar, que loja priorizar e onde corrigir. Quando isso acontece, o profissional que está na ponta se torna uma fonte de inteligência para a próxima decisão. E é essa integração que considero mais relevante no momento atual do retail media.

Podemos ter mais tecnologia, mais dados, mais segmentação e formatos cada vez mais sofisticados, tudo isso será importante. Mas existe uma realidade muito simples no varejo: no final, alguém precisa encontrar o produto, pelo preço correto, no lugar certo e com a execução que foi planejada.

Se mídia, dados e execução não conversarem, continuaremos olhando partes diferentes do mesmo investimento. Quando passam a conversar, começamos a discutir resultado e essa é a conversa que realmente interessa para a indústria e o varejo.

Por: Michelle Tsufa , presidente do Comitê de Conselho e Estratégia da EVER Trade Marketing.

LinkedIn
X
Facebook
Threads
WhatsApp
Needs destaca os diferentes verões brasileiros em nova campanha

Needs destaca os diferentes verões brasileiros em nova campanha

O verão brasileiro tem muitas versões. Para alguns, é sinônimo de praia e piscina. Para outros, combina com atividades esportivas, passeios ao ar livre ou momentos de descanso. Essa diversidade de hábitos inspira a nova campanha da Needs, marca exclusiva da RD Saúde, que busca ampliar sua presença na rotina

JCDecaux transforma “anúncios fantasmas” de estudantes em campanhas reais no Halloween

JCDecaux e Crispin tiram peças fantasmas do papel em ação de Halloween

Na publicidade, nem toda boa ideia chega às ruas. Algumas permanecem nos portfólios dos criativos e acabam conhecidas como “peças fantasmas”, trabalhos que nunca foram veiculados. Neste Halloween, a JCDecaux e a Crispin pinHub decidiram brincar com essa expressão e dar visibilidade a novos talentos, levando criações de estudantes para

Firehouse Subs leva clima de filme de terror ao Halloween em campanha da ISLA

Firehouse Subs leva clima de filme de terror ao Halloween em campanha da ISLA

Nem toda fumaça misteriosa anuncia uma história de terror. Na campanha de Halloween da Firehouse Subs, criada pela ISLA, o clima de suspense serve para despertar a curiosidade do público e apresentar um dos destaques do cardápio da rede norte-americana de sanduíches: o brisket defumado. Com o conceito “Calma, não

Acelerado pela BCX Capital and Holding Tecnologia BCX-Brain