Na publicidade, nem toda boa ideia chega às ruas. Algumas permanecem nos portfólios dos criativos e acabam conhecidas como “peças fantasmas”, trabalhos que nunca foram veiculados. Neste Halloween, a JCDecaux e a Crispin pinHub decidiram brincar com essa expressão e dar visibilidade a novos talentos, levando criações de estudantes para a mídia exterior de São Paulo.
A iniciativa reúne alunos da RedHook, que receberam um briefing real da Piraquê, marca atendida pela Crispin. As propostas selecionadas foram exibidas em 29 de outubro, das 20h às 5h, em um circuito de 100 relógios de rua da capital paulista.
Os pontos foram escolhidos considerando a audiência no período noturno, especialmente em regiões próximas a faculdades e bares. A proposta é aproximar os trabalhos do público jovem e explorar a relação entre a mensagem publicitária e o ambiente urbano.
“Nada é mais poderoso do que uma ideia que é pensada para o meio, e abrir essa conversa com estudantes nos ajuda a construir uma cultura criativa mais forte para a mídia exterior. Além disso, os estudantes têm a oportunidade de tirar ideias do papel e trazer para o espaço urbano, testando sua efetividade na prática”, afirma Chiara Martini, diretora de Marketing da JCDecaux Brasil.
Estudantes participam de briefing e avaliação criativa
Antes de desenvolver as peças, os participantes tiveram uma aula com profissionais da JCDecaux e da Crispin pinHub, unidade de negócios especializada em mídia out-of-home (OOH) da agência. O encontro abordou características da publicidade exterior, incluindo impacto visual, clareza da mensagem e adaptação ao espaço urbano.
Após essa etapa, os alunos apresentaram suas propostas a uma banca formada por representantes da Piraquê, JCDecaux e Crispin pinHub. A avaliação considerou a força criativa, a conexão com o briefing e a adequação ao formato de exibição.
Para Mariana Gentil, gerente da categoria de Biscoitos da M. Dias Branco, companhia detentora da Piraquê, a ação também dialoga com a identidade da marca. “Essa iniciativa, que traz muito do DNA de Piraquê, dá espaço para que novos talentos expressem suas ideias mais disruptivas. Ao dar vida às criações dos estudantes, queremos valorizar diferentes olhares e mostrar que as ideias autênticas têm espaço para ganhar as ruas”, finaliza a executiva.
O Halloween funciona como ponto de conexão entre o conceito criativo e a oportunidade de formação dos participantes. “O Halloween nos deu uma maneira de brincar com uma expressão conhecida da publicidade e, ao mesmo tempo, criar uma oportunidade de formação. Os estudantes passam por um briefing real, recebem orientação e desenvolvem uma ideia para veiculação. É uma experiência que ajuda a entender que uma campanha precisa funcionar para a marca, para o público e para o meio em que vai aparecer”, afirma Nathalie Lourenço, ACD da Crispin.
Além da presença nos relógios de rua, os trabalhos serão divulgados nos canais da RedHook e das empresas participantes, ampliando a visibilidade dos autores.
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