Vinhos brasileiros precisam de marketing

Vinhos brasileiros precisam de marketing , por Daniel Aguado
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Desde o início da pandemia, o consumo de vinho disparou no Brasil. Dados da Ideal Consulting mostram que a comercialização mensal da bebida entre março e julho deste ano triplicou, alcançando 63,4 milhões de litros, contra 21,3 milhões no mesmo período de 2019. Apesar desse forte crescimento, os rótulos das vinícolas brasileiras sofrem com uma forte rejeição dos consumidores, apesar da boa qualidade da nossa bebida. Afinal, como reverter a imagem negativa de um setor?

O lado positivo dessa história, especialmente para quem acompanha o Marcas Pelo Mundo, é que há um mercado em plena expansão necessitando de bons profissionais de marketing e comunicação. É possível identificar isso ao mapearmos as principais vinícolas brasileiras, especialmente, a maneira como fazem a gestão das suas marcas e dos seus portfólios de produtos. De certa forma, nos passam a ideia de marcas tímidas ou inseguras diante de concorrentes importados bem posicionados no mercado.

A tarefa não é simples, mas temos bons exemplos em nossa região. A chilena Concha & Toro tem desenvolvido uma estratégia de marca muito consistente, englobando a sua comunicação, a sua presença no ponto de venda, o seu espaço físico, dentre tantos outros elementos que compõem um eficiente branding. A marca entendeu que a venda do vinho exige estimular diversos sentidos na percepção dos consumidores e, para isso, cada um dos seus rótulos carregam histórias únicas, como a lenda do Casillero del Diablo.

No Brasil, parece que algumas marcas atentaram-se para isso e, recentemente, passaram a investir num trabalho mais assertivo e estratégico de marketing. Como fã e consumidor dos rótulos da Casa Vadulga, em especial, dos seus excelentes espumantes, reconheço que a comunicação da vinícola gaúcha poderia ser melhor. Não transmite a excelência dos seus produtos. Um exemplo muito simples é o e-commerce da marca, que apresenta no topo da barra de navegação um ‘F’ (?) quando acessada. Outras vinícolas, como Salton, Perini e Guaspari, também iniciaram esse trabalho e, se bem assessoradas, terão resultados muito positivos, visto que os respectivos produtos possuem ótima qualidade.

Assim, acompanhando de fora, parece que as nossas vinícolas andam cometendo um erro comum em alguns segmentos de mercado, colocar técnicos do produto ou sommeliers para desenvolverem a estratégia das marcas. Algo simples de resolver: romper com o preconceito ao trabalho dos profissionais de marketing. Tears!

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

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