A bola na rede ganhou uma consequência fora dos gramados na CONMEBOL Libertadores 2026. Patrocinadora oficial do torneio pelo terceiro ano seguido, a Mapfre vinculou o desempenho ofensivo da competição a uma iniciativa de restauração da Mata Atlântica: cada gol vale três novas mudas de espécies nativas.
A conta considera toda a edição deste ano, desde as fases preliminares, e inclui até os gols convertidos em disputas por pênaltis após empates no tempo regulamentar. Com 286 gols registrados até agora, o placar ambiental já chegou a 858 mudas.
E ainda há campeonato pela frente. A contabilização continuará durante o mata-mata e só será encerrada na final, prevista para novembro, em Montevidéu, no Uruguai.
Da arquibancada para a Serra do Mar
O destino das mudas será o Parque Estadual do Jurupará, em São Paulo. Localizada na Serra do Mar, a unidade possui 26 mil hectares e integra uma região reconhecida como patrimônio mundial pela UNESCO.
A implementação será realizada em parceria com a Reservas Votorantim, que ficará responsável pela execução e pelo acompanhamento técnico do projeto. O plantio utilizará espécies adequadas ao bioma da Mata Atlântica, com foco na recomposição da vegetação e na conservação da biodiversidade.
Além de contribuir para a recuperação de áreas degradadas, as árvores ajudam a retirar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera à medida que crescem. A recomposição da vegetação também favorece a proteção do solo e a infiltração da água.
Quantos gols cabem em um hectare?
Se os atacantes mantiverem em 2026 um ritmo semelhante ao da temporada anterior, a iniciativa pode superar a marca de mil árvores. Em 2025, a Libertadores terminou com 372 gols em 155 jogos, média de 2,4 por partida.
Uma repetição desse desempenho levaria a campanha da Mapfre a aproximadamente 1.116 árvores plantadas até a decisão do torneio. Segundo a estimativa apresentada pela companhia, o volume corresponde à restauração de cerca de um hectare.
“Grandes eventos têm a capacidade de mobilizar pessoas e dar visibilidade a temas que permanecem relevantes muito depois do encerramento da competição. Nossa proposta foi aproveitar esse alcance para apoiar um projeto de restauração ambiental que deixe um legado. Cada gol passa a contribuir para a recuperação de áreas com espécies nativas, dentro de uma iniciativa conduzida com acompanhamento técnico e resultados que poderão ser medidos ao longo do tempo “, afirma Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da Mapfre.