Conteúdo online: o presente de acessar livremente a maior biblioteca da história da humanidade, por Pablo Durañona

Conteúdo online: o presente de acessar livremente a maior biblioteca da história da humanidade. Artigo de Pablo Durañona, kidtech Kids Corp.
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Apesar das grandes diferenças entre países e culturas, há um consenso universal no que diz respeito às crianças: elas são o bem mais precioso que uma sociedade pode ter, e merecem todo o cuidado que os mais diferentes entes e legislações podem oferecer.

No afã de preservá-las de alguns aspectos controversos da contemporaneidade, no entanto, é possível que, a exemplo de países como o Brasil, legisladores causem mais dano do que benefício, ao buscar restringir seu acesso “gratuito” à maior biblioteca da história da humanidade.

Hoje em dia, as crianças não concebem sua vida ou seus relacionamentos sem conexões online, já que 86% delas, na América Latina, têm à sua disposição um smartphone que lhes permite acessar conteúdos inimagináveis anos atrás. Elas podem aprender, se informar, se entreter, descobrir suas paixões, desenvolver interesses e gostos em um estágio inicial, de “graça”, a partir de um dispositivo conectado.

Por que menciono que eles fazem isso de graça, entre aspas? É muito simples: existem apenas 2 formas de acessar conteúdos digitais: pagando por eles através de compra em aplicativos, jogos, sites e/ou assinaturas, ou que a publicidade digital das marcas pague através de seus investimentos para promover seus produtos e serviços. Neste último ponto, é onde as crianças têm à sua disposição o melhor presente da história: o acesso universal a ferramentas educacionais e de entretenimento, a fim de aprender, crescer e se desenvolver como nunca.

Às vezes parte da sociedade pode incorrer no preconceito de que os dispositivos fazem mal às crianças porque as “emburrecem”, as afastam de uma vida social e as prendem a uma tela que lhes faz mal. Apesar de existirem casos de excessos, a realidade é que as telas usadas corretamente (o que exige o acompanhamento dos pais), têm um grande sentido lúdico, acadêmico e de socialização. Por meio deles, as crianças podem estar em contato com seus amigos, brincar, interagir e realizar atividades juntos, algumas ações que, se não fosse a conexão das telas, não seriam possíveis.

Todas as experiências podem fazer sentido, desde que sejam adequadas às suas idades e contexto. Para isso, é essencial que o conteúdo que acessam e com o qual interagem seja relevante para eles e adequado à sua idade.

Agora, por trás dessa enorme oportunidade, há também uma grande responsabilidade de toda a indústria para que o acesso seja por meio de conexões seguras para eles. Hoje, um em cada 3 usuários conectados tem menos de 18 anos. No entanto, a internet não foi projetada para menores, portanto, existem diferentes riscos ao se conectar, como se expor a conteúdo inadequado, aliciar ou espionar menores quando eles estão online.

Temos todos que assegurar que isso não aconteça. Governos e ONGs, por meio de regulamentos e leis que protejam a privacidade de dados; os criadores de conteúdo, desenvolver conteúdo de qualidade adequado a cada segmento; e empresas do setor, entendendo e promovendo boas práticas e investindo em tecnologia que garanta experiências seguras e divertidas para as crianças.

Nesse contexto, o papel de cada um de nós que fazemos parte do setor é extremamente importante, para que a publicidade digital continue em vigor e que os investimentos sigam crescendo. Há muito mais pessoas que estão dispostas a ver publicidade para acessar conteúdo, do que as que preferem e/ou podem pagar por este acesso.

Por: Pablo Durañona, head de marketing da kidtech Kids Corp, especialista em publicidade digital para crianças e adolescentes

 

Leia outros artigos: https://marcaspelomundo.com.br/categorias/opiniao/

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