Patrocínios às fakenews, declarações desastrosas e pouca empatia com a população. Como as marcas resistirão a isso?

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Seguramente, algumas empresas não poderão atribuir à pandemia do novo coronavírus o fracasso das suas marcas. É difícil de acreditar que em 2020, alguns bem sucedidos empresários ainda coloquem em risco seus impérios por falta de compostura pública, verborragia sem controle e, certamente, uma boa dose de falta de senso crítico e preparo para gerir grandes marcas.

Dando a largada nesse verdadeiro show de bizarrices empresarias, o senhor Júnior Durski, da rede de restaurantes Madero. Uma marca que, à distância, parecia construir um bem sucedido caminho no mercado brasileiro e sofreu duramente com as declarações impetuosas do seu fundador. Agora, o empresário diz não entender a queda vertiginosa das vendas e o aumento dos haters do seu restaurante nas redes sociais. Sem o apoio de fortes investimentos publicitários, a marca Madero perdeu relevância num segmento que tem se transformado bastante nesse pandemia.

Na sequência, os suspeitos de estarem envolvidos com o financiamento dos conteúdos que promovem as fakenews. Entre os citados desse crime estão o senhor Edgard Gomes Corona, da rede de academias Bio Ritmo e Smart Fit; o excêntrico senhor Luciano Hang, da rede varejista Havan e, finalmente, o Otávio Oscar Fakhoury, das empresas de participações imobiliárias FKO, Epof e MCO 19. Num movimento coordenado, tais instituições alocavam recursos publicitários visando benefícios do Governo Federal. Imagino que deve ser bem complexo para o time de marketing mensurar o ROAS desse tipo de campanha. 

O ponto para nossa reflexão é o quanto a reputação e a credibilidade de uma marca resiste a tamanho desgaste com o público. Vale lembrar que esses dois atributos são bem complexos de serem construídos e, raramente, resultam apenas de investimentos em publicidade. Necessitam de tempo e entregas relevantes para que sejam genuinamente atribuídos por seus consumidores. Nesse contexto, como os profissionais de marketing dessas empresas irão contornar uma forte rejeição às marcas que representam? Será que é possível desmobilizar detratores incansáveis de uma marca? Quanto investimento será necessário para uma possível recuperação? 

Enfim, o tempo irá nos mostrar quem sobrevirá para narrar uma história bem sucedida de superação a uma grave crise de credibilidade. Enquanto isso, se posso recomendar alguma coisa, busquem marcas mais coerentes e comprometidas com seus clientes. Afinal, o mercado brasileiro tem boas opções para todos os bolsos e gostos. E isso não é fakenews. É fato!

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

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