Canalhas no comando

Canalhas no comando

“Se você está nesta teleconferência, você faz parte do grupo azarado que está sendo demitido”. Com essa frase, via um webinar pelo Zoom, o senhor Vishal Garg, diretor-presidente da Better.com, demitiu cerca de 9% do quadro de funcionários da companhia, numa reunião virtual com cerca de três minutos de duração. O vídeo com essa mensagem rapidamente viralizou e, em poucos instantes, as redes sociais e a imprensa internacional já repercutiam o impacto negativo dessa desastrosa abordagem. A questão não é necessidade da reestruturação, mas a forma como ela foi conduzida.

O exemplo da Better.com é importante para que todos os gestores tenham mais consciência e responsabilidade sobre os seus atos, especialmente, sobre as consequências que eles acarretam sobre a vida das pessoas e, também, sobre a reputação das organizações que representam. Afinal, será que não haveria uma forma mais empática para realizar essas demissões?

É espantoso observarmos os efeitos colaterais gerados pela pandemia no mundo corporativo, com um aumento significativo de relatos sobre ambientes de trabalho tóxicos. Neste contexto, o mais chocante é reconhecer que, em grande parte, os opressores ocupam posições de liderança ou de destaque nas organizações, tornando esse tipo de comportamento ainda mais crítico.

Não tenho dúvidas que a busca por melhores resultados é uma constante nas empresas e, se conduzida por uma boa gestão, pode gerar efeitos positivos para todos os seus stakeholders. No entanto, atingir bons indicadores financeiros não significa, em hipótese alguma, desrespeitar as pessoas. Além disso, muitos estudos já comprovaram que colaboradores felizes produzem mais e são muito mais engajados com os desafios das empresas. Por isso, como líderes, precisamos estar sempre atentos a qualquer indício de toxina corporativa. Criar um ambiente inspirador é crucial para uma liderança de sucesso!

 

Por Daniel Aguado | www.danielaguado.com.br

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