A nova experiência do consumidor no varejo presencial

Varejo - pandemia

Medir a temperatura, usar máscaras, reduzir a capacidade de atendimento, restringir o uso dos provadores e disponibilizar álcool em gel na entrada do ponto de venda. Essas e inúmeras outras medidas são obrigatórias para o varejo retomar, ainda que parcialmente, as atividades presenciais do comércio em meio a essa pandemia.

Nesse contexto tão cheio de barreiras, restrições e regras, como fica a experiência do consumidor e o trabalho construído ao longo dos anos para encantar e gerar vendas no momento da visita de um cliente ao estabelecimento? Se os profissionais de marketing já estavam sendo desafiados por inúmeros outros impactos gerados por essa crise, agora, é hora de enfrentar o desafio de abrir às portas aos consumidores garantindo o bem estar de todos.

O fato é que após um longo período de isolamento, no Brasil e o no Mundo, os consumidores estão sedentos para colocar os pés nas ruas e nos centros comerciais. Perece não haver uma preocupação tão seria com o risco de contaminação pelo coronavírus quando o assunto é a oportunidade de fazer umas comprinhas. No entanto, a questão é que ainda não encontramos um ponto de equilíbrio saudável entre retomar as atividades presencias, reduzir o contágio e oferecer uma experiência memorável e segura ao consumidor. De tudo que tenho visto pelo mundo, visitar uma loja está ficando mais próxima com cenas produzidas para filmes de ficção científica e bem mais distante do encantamento dos Parques da Disney.

Sempre foi um grande desafio aos profissionais de marketing transportar a experiência da marca para o ponto de venda e, em alguns casos, isso já era uma realidade sensorial interessante, como na Apple, Natura, M&M, Ikea, Livraria Cultura, entre outros exemplos. Havia uma preocupação com a venda e, também, na interação do usuário com o produto. Como isso será feito agora? O ponto de venda precisará ser repensado para atrair, gerar diferenciação e proteger clientes e colaboradores. Velhos conceitos ficarão para trás. Não adianta pensar na fragrância exclusiva da sua loja sendo que, agora, 100% dos estabelecimentos possuem o mesmo odor: álcool em gel. Para que definir um mobiliário aconchegante quando precisamos ficar distantes um dos outros. Enfim, talvez o grande diferencial será oferecer um processo de troca muito simples e conveniente, afinal, não podemos experimentar, testar, abrir ou tocar o produto na hora da visita presencial.

Há uma grande oportunidade sendo aberta para todos os profissionais que pensam, desenvolvem e implementam jornadas de consumo para o varejo físico e, pessoalmente, acredito que os brasileiros podem oferecer ao mundo exemplos muito criativos e seguros sobre isso. Nossa capacidade de adaptação é muito grande e, sem dúvidas, podemos nos tornar uma referência nessa nova disciplina: PDV em tempos de pandemia.

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

Leia outros artigos de Daniel Aguado:

https://marcaspelomundo.com.br/destaques/como-as-marcas-e-os-profissionais-de-marketing-devem-reagir/

https://marcaspelomundo.com.br/destaques/patrocinios-as-fakenews-declaracoes-desastrosas-e-pouca-empatia-com-a-populacao-como-as-marcas-resistirao-a-isso/

https://marcaspelomundo.com.br/destaques/que-tal-reprisarmos-os-classicos-da-publicidade-brasileira/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

vinte + cinco =