O TikTok quer deixar claro que já não é apenas uma plataforma de entretenimento. Durante a edição brasileira do TikTok World 2026, realizada nesta terça-feira (19), em São Paulo, a companhia apresentou uma série de novidades focadas em performance, inteligência artificial, creators e social commerce, reforçando a ambição de ocupar um espaço cada vez maior nas estratégias de negócios das marcas.
O encontro aconteceu no MIS Experience e reuniu agências, anunciantes, creators e executivos do mercado publicitário para discutir como o comportamento de consumo dentro da plataforma vem mudando, e como isso está encurtando a distância entre descobrir um produto e efetivamente comprá-lo.
Mais do que falar sobre alcance ou engajamento, o TikTok direcionou a conversa para conversão, automação e resultado mensurável. “Esta edição do TikTok World marca um momento de maturidade da nossa plataforma no Brasil. Hoje, mostramos como entretenimento e resultados de negócio deixaram de ser separados”, afirma Bruno Lopes, diretor de negócios do TikTok no Brasil. “Nosso foco é desenvolver soluções que ajudem marcas a transformar atenção em resultado mensurável, preservando a autenticidade e a dinâmica da comunidade no TikTok.”
Do scroll para o carrinho
Grande parte das discussões girou em torno do avanço do chamado discovery commerce, modelo em que o usuário descobre, se interessa e finaliza uma compra sem sair do aplicativo.
O TikTok Shop apareceu como peça central dessa estratégia. Segundo dados compartilhados pela plataforma, desde o início da operação no Brasil, em maio de 2025, o volume médio diário de vendas geradas por lives cresceu 96 vezes. Já o número médio de transmissões aumentou 20 vezes até março de 2026.
O movimento ajuda a explicar por que o live commerce virou prioridade dentro da empresa. A lógica é simples: entretenimento, creator e compra funcionando ao mesmo tempo, no mesmo lugar.
Outro dado apresentado reforça esse comportamento: três em cada quatro usuários afirmam já ter comprado algo após descobrir o produto no TikTok. Além disso, as buscas dentro da plataforma cresceram mais de 40% em 2025, consolidando o aplicativo como ambiente de descoberta e pesquisa de consumo — e não apenas de entretenimento.
IA, automação e creators no centro da estratégia
O TikTok também aproveitou o evento para mostrar como a inteligência artificial está cada vez mais integrada às soluções de mídia da companhia.
Entre as novidades anunciadas está o TopReach, formato premium voltado a marcas que buscam grande alcance e presença em espaços de alta visibilidade dentro do app.
Já o Branded Buzz aposta na amplificação orgânica via creators e tendências culturais, enquanto o Logo Takeover posiciona marcas logo no primeiro contato do usuário com a plataforma.
Na área de automação, a empresa destacou a evolução do Smart+, ferramenta de performance automatizada, além de apresentar um novo recurso de Resumo baseado em IA, capaz de gerar análises automáticas e recomendações estratégicas para campanhas.
Outro movimento importante foi o anúncio do TikTok Ads MCP e do Ads Skills, interfaces que permitem o desenvolvimento de agentes e fluxos automatizados de publicidade com apoio de IA.
A companhia também revelou atualizações no GMV Max, solução voltada à otimização de ROI dentro do TikTok Shop, e no TikTok Market Scope, ferramenta de insights que passa a incorporar dados sobre indústria, e-commerce e tendências criativas.
“Estamos investindo em soluções que tornam performance mais simples, inteligente e escalável para anunciantes de diferentes tamanhos”, afirma Tatiana Gouveia, diretora de marketing comercial do TikTok para a América Latina. “A inteligência artificial tem um papel central nessa evolução, ajudando marcas a transformar criatividade e descoberta em resultados concretos de negócio.”
Entretenimento virou infraestrutura de vendas
Se antes o TikTok era visto como uma plataforma voltada à viralização e awareness, o discurso agora é outro. O posicionamento global “Assisto. Amo. Quero.”, reforçado durante o evento, resume justamente essa tentativa de integrar descoberta, influência e conversão em uma única experiência.
Na prática, o aplicativo quer ocupar um território que mistura mídia, entretenimento, busca e varejo, tudo funcionando simultaneamente dentro do feed.
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