No Recife, o Carnaval é mais do que festa: é território de expressão cultural, mistura de ritmos e ocupação coletiva das ruas. Em meio à potência dessa celebração, a cidade volta a colocar o respeito no centro da folia com a nova edição da campanha “Manual de Como Não Ser um Babaca no Carnaval”, que chega ao seu nono ano como parte oficial da programação.
Criada pela Ampla para a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria da Mulher, a iniciativa já se consolidou como uma das principais ações de enfrentamento à violência contra a mulher durante o período carnavalesco. Pela quarta vez sob responsabilidade da agência, a campanha mantém seu foco educativo e preventivo, combatendo o assédio e a importunação sexual, além de orientar sobre canais de denúncia e acolhimento.
Um feat inédito para chamar os homens à responsabilidade
Em 2026, o projeto ganha novos contornos musicais e simbólicos. O brega de Michelle Melo encontra o pop de Uana, e, pela primeira vez, uma voz masculina entra na narrativa. Mago de Tarso participa do feat que amplia o alcance da mensagem e convoca os homens a assumirem seu papel no enfrentamento à violência de gênero, dentro e fora do Carnaval.
A letra do jingle te tom direto e linguagem popular. “Ei meu irmão, pega essa visão. Não seja babaca, se liga, não é Não. Ei meu véi, respeita esse refrão, Carnaval do Recife não é pra vacilão.”
Para Lenivaldo Leni, diretor de Criação da Ampla, a participação masculina marca um novo momento da campanha: “É a primeira vez que a campanha conta com uma participação masculina no elenco. Mago de Tarso se junta à Uana e Michelle Melo não para dividir protagonismo, que aqui sempre será feminino, mas para chamar ‘na responsa’ e trazer os homens para a conversa. O momento pede e a mensagem da música acerta em cheio”.
Linguagem pop, mensagem séria
O filme da campanha foi codirigido pelo trio UHGO, Lory Albuquerque e Luara Olívia. Gravado em cartões-postais e pontos tradicionais do Recife, o clipe aposta em estética vibrante e linguagem acessível, dialogando diretamente com quem ocupa as ruas durante a festa.
A estratégia de comunicação vai além do audiovisual. A campanha se espalha por rádio, DOOH, plataformas digitais e conteúdos cocriados com influenciadores. Nos polos carnavalescos, cartilhas de bolso são distribuídas com orientações práticas sobre como identificar diferentes formas de violência, onde buscar ajuda e quais canais acionar em situações de risco ou emergência.
Uma trajetória de vozes femininas
Desde sua criação, o “Manual do Babaca” já abordou diferentes recortes da violência de gênero, sempre com forte presença artística. Ao longo das edições, nomes como Priscila Senna, Raphaela Santos, Nega do Babado, Gaby Amarantos e Gretchen ajudaram a amplificar a mensagem, consolidando a campanha como parte da identidade do Carnaval recifense.
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