Cannes Lions 2026 – O que esperar da categoria Film? Papo com Álvaro Rodrigues, jurado e CEO da Made

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Uma das categorias mais emblemáticas do Cannes Lions, Film continua refletindo as transformações da comunicação e a forma como as marcas constroem narrativas cada vez mais conectadas entre diferentes plataformas. Para Álvaro Rodrigues, sócio, CEO e CCO da Made Brasil, que participa pela quarta vez como jurado do festival, a categoria revela como as fronteiras entre disciplinas criativas estão cada vez mais tênues.

Responsável por avaliar os trabalhos inscritos em Film, Álvaro observa que o conceito tradicional de filme publicitário se expandiu significativamente nos últimos anos. Hoje, a categoria reúne desde comerciais de 30 segundos até produções de maior duração, incluindo conteúdos que se aproximam de curtas-metragens e projetos que fazem parte de estratégias mais amplas de comunicação.

Durante o processo de avaliação, o executivo percebeu que muitos dos trabalhos exigem uma análise que vai além da peça principal. Em diversos casos, o filme representa apenas uma etapa de uma estratégia integrada, conectada a plataformas digitais, redes sociais e outras experiências que ajudam a contextualizar a ideia criativa.

Segundo ele, essa evolução demonstra como as campanhas atualmente passaram a ser construídas de forma mais ampla e interligada, exigindo dos jurados uma compreensão completa da jornada criada pelas marcas para seus públicos.

A presença brasileira continua sendo um dos destaques do festival. Rodrigues ressalta que, além do histórico de premiações conquistadas pelo país, o mercado nacional tem ampliado sua influência por meio de profissionais que atuam em diferentes regiões do mundo e participam de projetos reconhecidos internacionalmente.

Para ele, a capacidade de adaptação e a qualidade criativa dos profissionais brasileiros seguem sendo diferenciais relevantes no cenário global. “O ano passado era quase impossível não encontrar um brasileiro numa ficha técnica de um trabalho premiado em Cannes”, afirma.

O executivo também destaca que a criatividade brasileira mantém uma característica singular, marcada pela inquietação e pela busca constante por novas soluções, atributos que seguem despertando atenção e reconhecimento da indústria internacional.

Outro tema presente nas discussões do festival é o avanço da inteligência artificial nos processos criativos. Para Rodrigues, a tecnologia deve ser encarada como uma ferramenta capaz de acelerar etapas de trabalho, ampliar referências e apoiar a execução de projetos, mas não substitui o papel central da criatividade humana. “Ela é o meio, ela não é o fim”, resume.

Na sua avaliação, a originalidade, a sensibilidade cultural e a capacidade de criar ideias verdadeiramente relevantes continuam sendo atributos essencialmente humanos. Mesmo diante da rápida evolução tecnológica, esses elementos permanecem como fatores determinantes para o desenvolvimento dos trabalhos que conquistam reconhecimento nos principais festivais da indústria criativa.

Assista:

A cobertura do Marcas pelo Mundo no Cannes Lions 2026 é patrocinada por RECORD Ads, Artplan, Central de Outdoor, GUT e Peralta Creatives.

Leia outras notícias:

https://marcaspelomundo.com.br/categorias/coberturas-especiais/cannes/

 

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