IA não vai substituir os publicitários. Mas os publicitários que usam IA substituirão os que não usam.

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Enquanto você lê este texto, uma IA está criando milhares de anúncios personalizados. Assustador? Talvez. Inevitável? Certamente.

A promessa de automação total do ciclo publicitário não é nova. Mark Zuckerberg apenas atualizou o discurso que o mercado já conhece: defina um objetivo, entregue um cartão de crédito, e deixe a IA fazer o resto. O que mudou não foi a narrativa, mas a capacidade real de execução. As ferramentas têm evoluído exponencialmente, e ignorar isso seria como insistir em revelar filmes fotográficos na era do smartphone.

Mas a pergunta “as agências vão acabar?” é fundamentalmente equivocada. O verdadeiro debate não está no fim das agências, mas na transformação profunda — e contínua — da forma como marcas, profissionais e plataformas se relacionam com a comunicação. Esta não é a primeira nem será a última transformação que enfrentamos.

Na MEMO, não apenas abraçamos essa transformação como a aceleramos. Projetos que antes demandavam 15 dias de trabalho intenso agora são entregues em apenas 3 dias, com qualidade superior. A IA não substituiu nossos profissionais — potencializou suas capacidades, liberando tempo para o que realmente importa: pensar estrategicamente.

Sim, a régua subiu. Não há como competir com a velocidade, a escala e a personalização que a IA pode entregar. Mas também não há como simular — com autenticidade e contexto — os elementos subjetivos que constroem marcas fortes: sotaques regionais, nuances culturais, diferenças geracionais, senso de oportunidade, timing sensível para crises. Tudo isso continua sendo terreno exclusivo da inteligência humana.

Máquinas geram conteúdo. Humanos geram significado.

A publicidade é, acima de tudo, linguagem. E linguagem exige escuta, repertório e interpretação de contexto. Uma IA pode sugerir uma ideia com base em dados. Só um bom criativo pode adaptá-la para ressoar como verdade. Uma IA pode mostrar que um vídeo teve alta retenção. Só um time preparado entende o porquê — e transforma isso em insight estratégico.

Essa transformação tecnológica também exige consciência. Modelos de IA consomem grandes volumes de energia e água. Um estudo da University of California estima que o treinamento de grandes modelos pode consumir até 700 mil litros de água doce. O avanço é inegociável, mas o uso precisa ser intencional, com propósito e responsabilidade.

Para os profissionais, o futuro será menos sobre produzir e mais sobre curar, interpretar, conectar e articular. Para as agências, o valor estará na inteligência aplicada. E para o mercado, o que vai definir quem prospera é a capacidade de integrar tecnologia com estratégia — sem perder a sensibilidade humana.

O jogo mudou. As regras são outras. Mas a essência permanece: conectar marcas e pessoas através de histórias que importam. E isso, por enquanto, a IA ainda não consegue fazer sozinha.

A questão não é se devemos usar IA, mas como usá-la para não perder nossa humanidade.

Por Marcelo Prado, fundador e CEO da agência MEMO

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