As transformações positivas dessa pandemia

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Não há qualquer dúvida sobre os impactos devastadores da pandemia do novo coronavírus no Brasil e no Mundo. Além das milhares de vidas perdidas, os problemas econômicos e as desigualdades sociais se agravaram ainda mais. É um fato!

No entanto, temos que buscar um respiro em meio há tantos problemas e destacar os aprendizados positivos que iremos receber desse tortuoso momento. E, nesse contexto, alguns segmentos da economia estão demonstrando uma rápida capacidade de transformação e adaptação às novas necessidades dos seus consumidores. Nesse aspecto, dois segmentos merecem destaque: Educação e Entretenimento. Apesar de parecerem antagônicos, além da aviação comercial, ambos foram imediatamente atingidos pelo isolamento social.

O entretenimento ao vivo viu-se forçado a descobrir novas maneiras de se relacionar com a audiência e as lives se tornaram uma ferramenta poderosa de comunicação e engajamento com o público. Aproximam os artistas das pessoas comuns, geram interações mais humanizadas e, principalmente, reduz o pedestal do estrelato. Tomara que esse comportamento tenha vindo para ficar e que os profissionais de marketing entendam como alavancar positivamente suas estratégias de comunicação nesses novos conteúdos.

Por outro lado, de uma hora para outra, o mercado de educação sentiu a necessidade em adotar o uso da tecnologia para manter-se presente e relevante no cotidiano das comunidades escolares. Talvez, um dos segmentos mais resistentes ao uso de novas ferramentas de comunicação, preservando há anos uma relação bastante off-line com seus consumidores: quadro negro, professor e aluno. 

Em meio a essa crise, vimos surgir um novo e poderoso jeito de ensinar e aprender. Alunos e professores adaptaram-se bem as novas tecnologias. O processo de aprendizagem foi retomado com o Zoom Meeting, o Microsoft Teams, o Skype, as redes sociais e todas as formas on-line que possibilitam trocar conhecimento e a adequada aplicação das metodologias de ensino. Acho isso sensacional!

Mas não pense que tem sido simples. Um outro personagem desse processo e que andava meio distante da escola, ainda tem enfrentando alguma dificuldade em entender e reconhecer essa revolução: os pais. Isso mesmo. Enquanto professores e alunos avançam, em alguns casos, os pais sentem-se pressionados, obrigados a prestar um suporte aos estudantes, dialogar diariamente. A minha dúvida é: quando que eles foram excluídos desse papel? A pandemia pode ter dado luz a esse distanciamento entre os pais e a escola indevidamente estabelecido ao longo dos últimos tempos.

Uma coisa é certa: se já era um desafio definir estratégias de marketing eficientes e, ao mesmo tempo, adequadas ao segmento educacional – educação não é varejo. Agora, com a possibilidade do ensino à distância, qual será o papel da comunicação? Qual instituição será melhor avaliada? Aquelas com prédios suntuosos ou as mais inovadoras?

Em qualquer um dos casos e segmentos transformados nesse período, o desafio me parece o mesmo: como vender e como remunerar esse novo jeito de entregar experiências historicamente presenciais. A equipe de marketing precisa derrubar velhos paradigmas e, finalmente, reconhecer que o consumidor mudou.

 

Por: Daniel Aguado – Diretor de Marketing do Poliedro Educação

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/daniel-aguado-1b7b229/

 

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