A força do e-mail: tudo que você precisa saber para utilizar um dos recursos com maior ROI do mercado

Jonatas Abbott, a força do e-mail

De antemão, venho dizer algo que talvez seja chocante para muitos: o e-mail não morreu! Pasme, ou não, ainda é preciso reiterar o óbvio. Essa ferramenta, capaz de entregar resultados extremamente significativos aos negócios, conquistou há anos o seu espaço no mundo digital. Como? Renascendo e se reinventando com o passar do tempo!

Quem ainda desmerece seu valor é porque não aprendeu a colocar em prática todas as possibilidades que envolvem o universo do e-mail marketing. E mais do que isso: está perdendo uma potencial oportunidade de divulgar sua empresa de forma assertiva, cultivar um relacionamento com o seu público, captar clientes e manter os que já confiaram no seu negócio.

Hoje as plataformas são multicanais e cada vez mais completas. É possível ter envio de e-mail automatizado, SMS, push web, push mobile e atalhos para o WhatsApp nesses segmentos. Elas têm integrações nativas com os sistemas de empresas, que fazem via API – método usado para que aplicativos interligados por meio da internet conversem entre si sem a necessidade da intervenção humana no abastecimento desses dados.

Além disso, as empresas também podem usar as informações do e-mail marketing, dos resultados, para fazer ações no CRM (gerenciamento de relacionamento com o cliente), no Google 360, ações de exclusão em uma campanha no Facebook, etc. Tampouco tem como negar que o e-mail é o principal canal do CRM e do inbound marketing. Quando você cria uma conta, por exemplo, até mesmo para ter um login, ou quando ingressa no mercado de trabalho, é preciso ter um e-mail.

Fato é que toda essa inteligência de dados aliada à ferramenta em pauta é usada hoje muito mais do que se usava antes. Sem contar que, atualmente, as empresas capricham mais no conteúdo dos e-mails, desenvolvem informações com mais relevância, incluindo mais filtros, mais segmentações avançadas. Usam, inclusive, as réguas de relacionamento: abandono de carrinho, produto visitado, data da última compra. Tudo isso porque aprenderam que quantidade não significa qualidade.

Ainda sobre o tema, vale a deixa: contra dados não há argumentos. Certo? Só em 2017 pesquisas apontam que existiam 3,7 bilhões de usuários de e-mail em todo o mundo. A projeção para 2022? 4,2 bilhões! Em 2019, antes da pandemia, o e-mail já mostrava um ROI de 122%, quatro vezes mais que outros formatos de marketing, incluindo redes sociais e pesquisas pagas. Portanto, antes mesmo da covid-19 se alastrar mundo afora, o e-mail já se mostrava bem superior em relação às redes sociais e às pesquisas. As agências, inclusive, já sabiam disso; 80% das que foram consultadas afirmaram que o e-mail marketing é o principal canal para geração de leads.

Antes da pandemia 33% das empresas segmentavam seus clientes, seja por cidade, seja por comportamento, mantendo o contato de vendas por e-mail marketing. E pasme novamente, ou não: o e-mail é 40 vezes mais efetivo para aquisição de novos clientes em redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter. E empresas que usam o e-mail marketing para nutrir seus leads geram 50% mais leads qualificados à equipe de vendas a um custo 35% menor, gerando um aumento de 20% nas oportunidades de negócio.

Como se não bastasse todo esse engajamento, eis que veio a pandemia em 2020 para acelerar a transformação digital. Já dá para imaginar o boom que o e-mail marketing protagonizou, não é?! Análises mostram que 70% das compras foram realizadas pelo celular no referido ano. Com o isolamento social, muitas empresas foram obrigadas a migrar para o digital e fizeram um bom trabalho com a base de clientes, percebendo a força do e-mail. As taxas de conversão eram cerca de 11% e agora são 19%. E as taxas de abertura antes da pandemia eram cerca de 6% e agora estão em cerca de 21%.

Ainda só para finalizar: o crescimento de e-commerce em 2020 no mundo foi de 27%, na América Latina foi de 36,7%, e no Brasil 36%, consagrando-se como o quarto país com o maior crescimento de e-commerce nesse período.

Diante disso tudo, vale a pergunta: você ainda acredita que o e-mail morreu?

Por Jonatas Abbott é sócio e diretor executivo da Dinamize.

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