Mastercard domina mercado de cartões no Brasil com mais de 50% de participação

Mastercard domina mercado de cartões no Brasil com mais de 50% de participação. Marcelo Tangioni, presidente da Mastercard Brasil.
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O setor de pagamentos no Brasil apresentou um crescimento expressivo ao longo de 2024, consolidando o país como um dos principais mercados globais para transações eletrônicas. A Mastercard, uma das líderes do segmento, reuniu a imprensa e seus executivos Marcelo Tangioni, Presidente da Mastercard Brasil, Gustavo Arruda, Economista-Chefe da Mastercard América Latina e Caribe e Taciana Lopes, vice-presidente sênior de Marketing e Comunicação para o Brasil, no espaço Priceless, em São Paulo, para apresentar os resultados da companhia.

A marca registrou um desempenho sólido, reforçando sua posição de destaque tanto em nível nacional quanto internacional. De acordo com dados do Banco Central, a empresa detém 52,1% de market share do volume transacionado em cartões no terceiro trimestre de 2024, enquanto seu market share em cartões de crédito alcançou 59,5% no primeiro semestre do ano. Além disso, a empresa também se consolidou como líder na categoria de débito e pré-pagos, com 45% de participação. No total, somando os três segmentos, sua fatia de mercado varia entre 52% e 53%. Esse desempenho reflete não apenas a robustez da marca no país, mas também a crescente adesão dos consumidores a meios de pagamento eletrônicos.

Brasil: um dos mercados mais relevantes para a Mastercard globalmente

O Brasil ocupa uma posição estratégica dentro da operação global da Mastercard, figurando consistentemente entre o segundo e terceiro maior mercado mundial em resultados financeiros. Apesar da flutuação cambial impactar sua colocação, o país se destaca pelo alto volume de transações e pelo nível de inovação no setor de pagamentos.

A adesão aos meios de pagamento eletrônicos no Brasil é uma das mais altas do mundo. Atualmente, pelo índice de penetração dos meios de pagamentos eletrônicos no consumo privado, cerca de 57% dos pagamentos são realizados via cartões, e quando incluído o Pix, esse percentual ultrapassa 85%. Atualmente apenas 15% dos pagamentos são realizados em papel moeda no país. Para efeito de comparação, no México e na Colômbia, a penetração dos pagamentos eletrônicos varia entre 20% e 25%, enquanto no Chile esse número está entre 60% e 65%  de penetração. Em mercados maduros como Estados Unidos e Reino Unido, a taxa fica entre 65% e 70%.

O avanço da digitalização financeira impulsionou um crescimento significativo do setor. Segundo a ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), o volume de transações atingiu R$ 4,14 trilhões, representando um crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior. Entre as principais tendências do mercado, destaca-se o crescimento do débito online, que aumentou 397% desde a pandemia.

O Brasil é visto como um celeiro de inovação, sendo um dos primeiros a adotar novas tecnologias e apresentar alta penetração de pagamentos digitais. Atualmente, 67,2% das transações físicas no Brasil já são realizadas por aproximação.

Pagamentos Eletrônicos na Mobilidade Urbana

O uso de cartões no transporte público e na mobilidade urbana também cresceu significativamente. Desde 2017, a empresa expandiu sua tecnologia de pagamento por aproximação para 20 cidades brasileiras, abrangendo mais de 24 sistemas de transporte. O uso do cartão para pagar tarifas cresceu 82% no último ano, com lançamentos recentes em Santo André e Brasília no transporte urbano e nas barcas do Rio de Janeiro e Salvador, superando a taxa média da indústria, que variou entre 10% e 11%. Além disso, os pagamentos em pedágios com cartões da Mastercard aumentaram 63%, com aceitação expandida para dez novas concessões de rodovias nos estados de SP, RJ, MS, PR, GO e MG.

Inovação e Segurança no checkout digital

A Mastercard tem investido continuamente em soluções que aliam segurança e praticidade. O uso de cartões tokenizados e a autenticação biométrica vêm reduzindo o tempo de pagamento e fortalecendo a proteção dos dados dos consumidores. Em 2024, a Mastercard tokenizou cerca de 4 bilhões de transações por mês, um crescimento de 40 vezes nos últimos seis anos. A empresa projeta um futuro sem senhas, no qual transações serão autenticadas por meio de reconhecimento facial ou digital. A meta da companhia é eliminar as senhas até 2030.

Iniciativas como o Click to Pay e a evolução das carteiras digitais agilizam o checkout e aumentam as taxas de conversão dos comerciantes, eliminando a necessidade de digitação repetitiva de dados. Empresas como Sympla, Habib’s, Livelo e Ingresso.com já adotaram a solução, registrando aumento na conversão de vendas e na satisfação dos clientes. Além disso, a Mastercard lançou o primeiro projeto de Passkey na América Latina, permitindo autenticação sem senhas em parceria com Sympla e Yuno.

Outro ponto estratégico para o futuro dos pagamentos digitais são as transações B2B, que representam um campo de grande oportunidade no Brasil. Embora os cartões já sejam amplamente utilizados por pessoas físicas, o segmento de pagamentos entre empresas ainda tem uma baixa penetração desse meio de pagamento. Soluções como os cartões virtuais (VCN) estão sendo desenvolvidas para atender a esse mercado, permitindo maior controle e segurança nas transações corporativas. Com essa abordagem, a expectativa é que a Mastercard e seus parceiros continuem a impulsionar novas formas de pagamento, trazendo mais eficiência para empresas de diferentes portes e segmentos.

O Impacto do Pix e a Concorrência com os Cartões

Desde que assumiu a presidência da Mastercard no Brasil, há quase três anos, Marcelo Tangioni tem acompanhado de perto a evolução do mercado de pagamentos eletrônicos no país. Em sua gestão, presenciou a ascensão de novas soluções, como o Pix, e a consolidação do Brasil como uma das economias mais sofisticadas do mundo em digitalização de pagamentos.

Uma das principais constatações do executivo ao longo desse período foi o amadurecimento acelerado do mercado. “O Brasil, em qualquer conferência de pagamentos no mundo hoje, é colocado como exemplo mundial”, afirma. Um dos indicativos desse avanço é a penetração dos meios de pagamento eletrônicos no consumo privado. Outro aspecto notável nesse período foi a digitalização. “É impressionante como isso avançou e continua avançando, não só a adoção dos canais digitais, porque isso já era uma tendência que já vinha acontecendo mas, também, o quão a tecnologia está se sofisticado cada vez mais do ponto de vista de prevenção a fraude, segurança, flexibilidade e facilidade na hora do checkout.

Sobre a concorrência do Pix, o executivo destaca que a Mastercard já enxergava os pagamentos em tempo real como uma tendência global, antes mesmo da chegada do sistema no Brasil. “O Brasil não foi inovador em pagamento em tempo real. O país foi um dos melhores, senão o melhor, porque junto com o da Índia são os dois grandes cases de sucesso no mundo”. A própria Mastercard opera sistemas similares ao Pix em diversos locais, como Reino Unido e alguns países da Ásia, além de ter colaborado com o Banco Central do Brasil antes do lançamento da plataforma.

Para a Mastercard, o Pix teve um papel fundamental na inclusão financeira, acelerando a digitalização de camadas da população que ainda eram predominantemente dependentes do dinheiro físico. Tangioni aponta que, após um período de uso inicial, muitos dos novos clientes incluídos pelo Pix acabam aderindo a cartões de crédito e débito. Um estudo revelou que, dentre 2 milhões de clientes incluídos financeiramente pelo Pix, 40% começaram a utilizar cartões no primeiro ano e 60% no segundo ano. “Quando essas pessoas entendem os benefícios do cartão, como segurança, possibilidade de parcelamento e reversão de transações, elas passam a diversificar o uso de métodos de pagamento”, explica.

O presidente reforça que o mercado de pagamentos tem espaço para todos e que o crescimento do Pix não representa uma ameaça direta aos cartões. Pelo contrário, ele acredita que a inclusão digital promovida pelo sistema acaba fortalecendo o ecossistema como um todo.

Marketing: O Ponto Forte da Mastercard

A estratégia de comunicação e branding da Mastercard é um dos pilares fundamentais de seu sucesso. Diante do desafio de oferecer soluções cada vez mais eficientes em um cenário onde a tolerância para fricções e processos complexos é mínima, a empresa aposta na evolução contínua da experiência do consumidor, colocando essa premissa no centro de sua comunicação.

Taciana Lopes, vice-presidente sênior de Marketing e Comunicação para o Brasil, salientou que um dos principais focos do marketing da Mastercard atualmente está na presença em Retail Media, setor que cresce exponencialmente e que se mostra essencial para uma marca de tecnologia de pagamentos. O objetivo é garantir que a empresa esteja presente no “momento da verdade” — especialmente em compras online —, entregando um diferencial competitivo aliado a uma experiência de qualidade.

Marcelo Tangioni destacou duas iniciativas das quais tem muito orgulho no marketing: a campanha “Priceless”, que se consolidou ao longo de 27 anos como uma das ações publicitárias mais longevas do mundo. Ao longo das décadas, a campanha passou por renovações para manter sua relevância, sempre alinhada às mudanças no comportamento do consumidor; e o lançamento do Mastercard Black no Brasil. O cartão tornou-se referência para o público de alta renda e ajudou a popularizar a associação da cor preta com luxo e exclusividade.

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