A Suvinil acaba de apresentar Cor Muda Tudo, sua nova plataforma de marca que coloca a cor como algo bem maior do que estética. A proposta é celebrar o Brasil real, diverso, vibrante e apoiar iniciativas em que a cor vira expressão cultural, identidade e transformação coletiva.
Com mais de seis décadas de presença no país, a marca diz que a plataforma nasce dessa relação viva com os territórios e com as histórias que se constroem neles. Para Babi Bono, consultora de Cultural Branding da estratégia, o ponto central está na criação junto com as pessoas: “quando uma marca compreende o poder que tem ao cocriar com sua comunidade, ela vai muito além da narrativa. Cor Muda Tudo é mais do que colorir espaços: é a Suvinil celebrando o Brasil, junto com o país, ao longo de todo o ano, valorizando histórias, lugares e a nossa cultura.”
Um dos primeiros projetos que materializam esse posicionamento é o Projeto Candeal, em Salvador (BA), feito em parceria com a Associação Pracatum Ação Social. A iniciativa uniu revitalização urbana, participação ativa dos moradores e uma paleta de cores criada especialmente para o bairro, respeitando o que já existia ali, e ampliando ainda mais a potência cultural do território.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, mais de 150 casas foram revitalizadas, sempre com envolvimento direto da comunidade. O encerramento veio com um gesto simbólico: a pintura da escadaria do Zé Botinha, em frente à sede da Pracatum, espaço histórico do Candeal e palco de encontros e manifestações artísticas. A ação também incluiu dois painéis, reforçando a cor como linguagem coletiva.
A pintura da escadaria e dos murais ficou por conta do artista visual Marcos Costa (Spray Cabuloso), que traduz sua trajetória na arte urbana em projetos com impacto social. “O Candeal é um bairro que me inspira pela musicalidade presente no cotidiano das pessoas. A convite da Suvinil pude trazer meu grafite para contribuir com uma proposta que enxerga a arte como chave de transformação, capaz de levar autoestima e bem-estar por meio das cores. Nossa missão foi transformar paredes em galerias de arte. A cor é mudança, esperança e comportamento — cada tom influencia, equilibra e desperta sentimentos. Quando a arte é feita junto à comunidade, ela ganha outro significado”, afirma.
A Suvinil também conecta o Projeto Candeal a outras ações da marca com o mesmo olhar, como o Colorindo o Céu, realizado na Ilha do Marajó (PA). Para Renato Firmiano, Senior Marketing Director | CBG Brazil, o projeto em Salvador reforça o conceito da plataforma na prática: “O Projeto Candeal consolida o posicionamento Cor Muda Tudo ao mostrar como a cor pode transformar realidades quando há escuta, parceria e respeito ao território. Encerramos essa etapa com a certeza de que o impacto permanece e inspira novos projetos”, afirma.
Por trás do projeto, o processo começou antes da tinta: em setembro de 2025, a Suvinil fez uma visita técnica ao bairro e, com apoio do arquiteto e urbanista baiano João Gabriel (JG+ Arquitetos), desenvolveu a Paleta de Cores do Candeal com participação da comunidade. Depois, cerca de 20 moradores passaram por capacitação técnica e prática, com consultoria sobre escolha de cores e acompanhamento das etapas de pintura.
No bairro, o resultado foi além da fachada. “A cor muda tudo na vida e no dia a dia. Desde a hora em que a gente acorda e olha para o céu, aquele azulão que, por sinal, também está na paleta do Candeal, já ilumina o dia. A cor está em tudo: onde tem cor, tem alegria, tem sorriso. Cor é o verão de Salvador — e a Suvinil é o verão do Candeal”, afirma Eliane Freitas, chef e empreendedora local, à frente do restaurante D’Madda.
A gerente de Marketing, Cor e Conteúdo da Suvinil, Sylvia Gracia, reforça que o foco foi construir com escuta: “No Candeal, nosso ponto de partida foi ouvir. A paleta, a capacitação e a pintura foram construídas com a comunidade, respeitando o que já existia no território. Quando a cor é cocriada, ela deixa de ser estética e passa a ser expressão coletiva e pertencimento”, destaca.
A conexão com o território também passa pela história do bairro, reconhecido como polo de resistência e cultura afro-brasileira — berço da Timbalada e de movimentos que moldaram a música e o imaginário baiano. Para Ruth Buarque, diretora de desenvolvimento social da Associação Pracatum, a chave está em como a parceria se constrói: “O Candeal é um território fundado na busca por liberdade, um quilombo urbano que respira arte, cultura e identidade. Nosso papel, enquanto Pracatum, é construir alianças com a comunidade e fazer com que projetos como este nasçam da escuta. Receber a equipe no bairro, conversar com os moradores e compartilhar a história do Candeal permite que a cor chegue como pertencimento e expressão coletiva”, afirma.
A paleta exclusiva do projeto nasceu da observação das cores já presentes no Candeal — tons vibrantes, saturados e intensos, que traduzem a energia do bairro. Ela reúne 14 tonalidades, incluindo Geleia de Goiaba, Tijolo, Onda do Mar, Flamboyant, Borboleta Azul e bases como Aventurina Preta e Manteiga de Carité.
E João Gabriel resume o espírito do trabalho: “Minha participação na Paleta de Cores do Candeal nasce de uma relação antiga com o território. Antes de pensar nas cores, busquei ouvir os moradores e entender como o bairro vibra no cotidiano, para além das fachadas. A paleta é resultado desse processo de escuta e tradução, que conecta memória, afeto e arquitetura, revelando o que já pulsa no Candeal e respeitando a origem negra e a força histórica do território”, explica.
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