Há chocolates que atravessam gerações e permanecem associados a lembranças, celebrações e momentos especiais. Alguns se tornam presentes tradicionais, outros fazem parte de rituais familiares que resistem ao tempo. Na Kopenhagen, essa relação entre produto e memória afetiva ajuda a explicar a permanência de clássicos como Língua de Gato, Lajotinha e Nhá Benta no imaginário dos consumidores brasileiros.
Mas o que existe por trás de chocolates que conquistaram esse espaço na história de tantas famílias? Para conhecer os processos que sustentam a produção da marca, o Marcas pelo Mundo visitou a fábrica da Kopenhagen em Extrema, Minas Gerais, acompanhando etapas de fabricação que combinam tecnologia industrial, técnicas artesanais e cuidados que começam na preparação dos ingredientes e seguem até a finalização dos produtos.
A visita também representou um reencontro com a unidade industrial, inaugurada há 16 anos. A jornalista Elisangela Peres, fundadora do Marcas pelo Mundo, acompanhou a inauguração da fábrica em 2010 e retornou agora ao local para conhecer de perto os processos de produção e os novos movimentos da Kopenhagen.
A experiência aconteceu em um período importante para a Kopenhagen, que chega aos 98 anos de história com a campanha Icônica desde sempre, iniciativa que valoriza seu legado e a relação emocional construída com os consumidores ao longo de quase um século.
Acompanhe entrevistas com:
Entrevista com: Patricia Nacamuta – Diretora de Estratégia e Marca da Kopenhagen e Brasil Cacau e Sarah de Pietro – Diretora Industrial da Kopenhagen em Extrema – MG
Uma fábrica onde o tempo também faz parte da receita
Em uma indústria de chocolates, a tecnologia permite organizar diferentes etapas de produção e garantir consistência. Entretanto, nem tudo pode ser resolvido pela velocidade das máquinas.
Na fábrica de Extrema, responsável pela produção de chocolates da Kopenhagen e da Brasil Cacau, tecnologia e processos artesanais dividem espaço. Algumas receitas exigem cuidados específicos e períodos de maturação que podem levar até duas semanas.
Um exemplo é o Cherry Brandy, bombom de cereja cuja fabricação pode levar de 14 a 15 dias. O processo começa com a imersão das frutas em uma solução com licor. Depois, as cerejas recebem uma camada de fondant e passam por dois banhos de chocolate, com etapas realizadas manualmente, utilizando garfos para manipular cada unidade.
Após a cobertura, os bombons ainda passam por um período de maturação antes de chegar ao consumidor. O processo demonstra como o trabalho artesanal permanece presente na produção industrial, contribuindo para preservar as características de sabor e textura dos chocolates da marca.
Nhá Benta e o cuidado por trás dos clássicos
Outro produto que ajuda a ilustrar essa combinação entre tradição e produção industrial é a Nhá Benta, um dos chocolates mais conhecidos da Kopenhagen.
Durante a visita, o processo de fabricação destacou a etapa de cobertura, realizada em duas passagens pelo chocolate. Esse procedimento integra a construção das características do produto e exige atenção à execução para preservar a experiência que o consumidor reconhece ao experimentar o doce.
A Nhá Benta faz parte de um conjunto de receitas que ajudaram a consolidar a identidade da Kopenhagen ao longo de quase um século. Ao lado dela estão a Língua de Gato e a Lajotinha, produtos que se tornaram referências da marca e continuam presentes em seu portfólio. Para muitos consumidores, esses chocolates fazem parte de lembranças da infância, presentes recebidos em datas especiais e momentos compartilhados em família.
É justamente essa relação afetiva, construída ao longo de décadas, que a Kopenhagen resgata em sua nova campanha, reforçando a presença da marca na história dos brasileiros.
Icônica desde sempre conecta os 98 anos da Kopenhagen às histórias dos consumidores
A campanha Icônica desde sempre parte da percepção de que a trajetória da Kopenhagen também foi construída pelas experiências de quem consome seus produtos. Ao longo de 98 anos, a marca esteve presente em diferentes momentos da vida dos brasileiros, estabelecendo uma relação que vai além dos atributos tradicionais de um chocolate.
A proposta da comunicação é valorizar essa conexão e aproximar a companhia de seu público por meio de histórias e lembranças associadas aos produtos. A estratégia também reforça características que a Kopenhagen considera fundamentais para sua identidade, como o cuidado com os detalhes, a tradição das receitas e a dedicação envolvida na fabricação.
A estratégia contempla diferentes pontos de contato com o consumidor, incluindo ações com criadores de conteúdo, mídia out of home e presença em canais relevantes de comunicação. As lojas também ocupam uma posição importante no planejamento, com iniciativas destinadas a ampliar a experiência do público com a marca.
Natal abre uma nova etapa para a Kopenhagen
A Kopenhagen também prepara novos movimentos para seu portfólio e sua comunicação, com o Natal entre os próximos momentos importantes do calendário. A companhia sinaliza um planejamento de iniciativas e novidades, mantendo a combinação entre produtos tradicionais e inovação.
Embora os detalhes dos próximos lançamentos não tenham sido apresentados durante a visita, a marca demonstra a intenção de fortalecer sua presença no cotidiano dos consumidores. O movimento ocorre em um período que antecede seu centenário, marco que amplia a relevância da discussão sobre legado, renovação e continuidade.
A proximidade dos 100 anos também coloca em evidência a capacidade de uma marca tradicional de permanecer reconhecida em um mercado marcado por mudanças de comportamento, novas tendências e diferentes expectativas de consumo.
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