A alternância entre agressões, pedidos de desculpas e promessas de mudança pode fazer parte de uma relação abusiva, dificultando o reconhecimento do perigo e a busca por ajuda. É essa dinâmica que o SBT aborda em “Espelho”, segundo filme de sua campanha institucional de conscientização e prevenção ao feminicídio, lançado em 1º de novembro.
A produção utiliza o reflexo de uma mulher como elemento central da narrativa para representar diferentes momentos de um relacionamento marcado por ameaças e agressões. Ao mostrar como esses episódios podem se repetir e se intensificar, a peça chama a atenção para a importância de identificar comportamentos abusivos e procurar apoio.
Desenvolvida pelo SBT do Bem, plataforma de responsabilidade social da emissora, a ação é veiculada na TV aberta, nos canais oficiais do YouTube, no serviço gratuito de streaming +SBT e nas redes sociais.
Filme busca ampliar o reconhecimento de sinais de abuso
A escolha do espelho como recurso criativo permite explorar as diferentes faces de uma relação em que episódios de agressividade são seguidos por demonstrações de arrependimento.
A narrativa procura evidenciar que pedidos de perdão e promessas de mudança não eliminam os riscos de novos episódios, especialmente quando comportamentos de controle, intimidação e ameaça permanecem presentes.
“Acreditamos que a comunicação tem um papel fundamental na transformação da sociedade. Com essa campanha, queremos usar a força e o alcance do SBT para dar visibilidade a uma realidade que não pode ser naturalizada. Reconhecer os sinais da violência, romper o silêncio e incentivar a busca por ajuda são passos essenciais para interromper esse ciclo. Mais do que sensibilizar, queremos contribuir para uma mudança de comportamento”, afirma Priscila Stoliar, Head de Marketing.
Brasil registrou 1.082 feminicídios nos primeiros nove meses de 2026
O lançamento de “Espelho” ocorre em meio a indicadores preocupantes sobre a segurança das mulheres no Brasil.
De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública citados pela emissora, o país registrou 1.082 casos de feminicídio entre janeiro e setembro de 2026.
A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, de 2025, também apontou que 29% das mulheres declararam ter vivenciado ao menos uma forma de violência.
A presença de agressões em ambientes domésticos e em relacionamentos com parceiros ou ex-parceiros reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação, aos serviços de acolhimento e às medidas de proteção.
Com a segunda peça, o SBT mantém o tema em sua programação e nos canais digitais, buscando alcançar tanto mulheres em situação de risco quanto pessoas que podem contribuir para identificar e interromper episódios de abuso.
Canais de atendimento e proteção
Mulheres em situação de violência podem buscar orientação pela Central de Atendimento à Mulher, no Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia.
Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.
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