Pouco antes de fazer um show no Brasil, will.i.am, líder da banda Black Eyed Peas, teve um encontro com a LG aqui no país. Estar perto de um artista que há décadas transita entre música e tecnologia provoca uma reflexão interessante. Afinal, o que um músico pode acrescentar ao desenvolvimento de uma caixa de som?
A resposta mais óbvia seria falar de assinatura sonora. Mas a colaboração vai além! will.i.am não ocupa apenas o papel tradicional de embaixador da xboom. Na parceria com a LG, ele atua como Experiential Architect, participando com sua visão de desenvolvimento de produto, design e construção da experiência da marca.
Estamos acostumados a pensar que engenharia e criação artística pertencem a mundos diferentes. De um lado estariam medições, componentes, algoritmos e especificações. Do outro, sensibilidade, repertório e emoção. No áudio, essa separação faz cada vez menos sentido.
Um equipamento pode ter excelentes componentes e muita potência. Mas a experiência começa de verdade quando alguém aperta o play. É nesse momento que entram equilíbrio, graves, vocais, instrumentos e todas as escolhas que determinam como aquela música será percebida.
Na conversa que tivemos, will.i.am explicou de forma bastante direta como enxerga essa relação. “Minha equipe trabalha em colaboração com a LG para garantir que o som seja incrível. É uma honra ter uma linha de caixas de som, a xboom by will.i.am. E isso é só o começo.”
Na atual geração da xboom, essa aproximação aparece de diferentes maneiras. A Stage 501 combina a assinatura sonora desenvolvida pelo artista com recursos como AI Sound, que ajusta a equalização de acordo com o conteúdo, e Space Calibration Pro, capaz de considerar as características acústicas do ambiente.
A inteligência artificial impulsiona essa transformação. Na prática, significa que o produto pode entender melhor o que está acontecendo ao redor e responder a diferentes situações. A música que está tocando, o ambiente e até a maneira como usamos a caixa de som podem influenciar. A tecnologia passa a se adaptar mais ao momento, e não o contrário.
Por isso, vejo valor nessa colaboração. Em vez de colocar arte de um lado e engenharia do outro, ela aproxima esses dois universos em torno de um mesmo objetivo, o de criar novas formas das pessoas experimentarem a música.
Talvez o melhor resumo dessa parceria esteja, curiosamente, no título de uma música do próprio will.i.am: “Meet Me Halfway”, ou “encontre-me no meio do caminho”.
É um pouco do que acontece quando música e tecnologia se dispõem a fazer isso. A engenharia não precisa deixar de ser engenharia, nem a criatividade precisa seguir uma especificação técnica. Elas só precisam encontrar um bom lugar no meio do caminho. No nosso caso, de preferência, com uma boa música tocando.
Por: Marcos Choi, especialista em dispositivos de áudio da LG Electronics Brasil
