Em apenas uma edição, a Copa Maria Bonita conseguiu reunir representantes dos nove estados do Nordeste, colocar mais de 250 atletas e profissionais em campo e chegar à televisão aberta. Agora, a competição de futebol feminino inicia uma nova fase com a entrada da Petrobras, que adquiriu os naming rights do campeonato.
A partir da segunda edição, prevista para novembro, em Pernambuco, o torneio passa a se chamar Copa Maria Bonita Petrobras. A competição conta com o apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Pernambucana de Futebol (FPF).
“A chegada da Petrobras como naming rights da Copa Maria Bonita representa um reconhecimento muito importante da força e do potencial do futebol feminino nordestino. Agora, com uma marca dessa dimensão, damos mais um passo para ampliar a visibilidade das atletas, fortalecer os clubes e a competição”, destaca Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana de Futebol.
Da primeira edição aos naming rights
A estreia da Copa Maria Bonita reuniu mais de 250 atletas e profissionais e colocou em campo equipes representando os nove estados da região.
O alcance também ultrapassou os gramados. Todos os jogos foram transmitidos pelo canal GOAT, enquanto as semifinais e a final também chegaram à NSports. Três partidas tiveram exibição pela TV Globo.
A decisão entre Fortaleza e Sport foi transmitida pela Globo para o Nordeste, com exceção da Bahia, e alcançou 1,5 milhão de telespectadores somente em Pernambuco e no Ceará.
Os números ajudam a dimensionar o espaço conquistado pela competição logo em seu primeiro ano e antecedem a chegada da Petrobras ao projeto.
“A parceria com a Petrobras marca um novo momento na trajetória da Maria Bonita. Nascemos com o propósito de criar mais espaço, visibilidade e oportunidades para o futebol feminino do Nordeste e, depois do sucesso da primeira edição, seguimos crescendo e ampliando essa plataforma. Ter a Petrobras conosco em 2026 reforça a importância do caminho que estamos construindo e aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de fazer a Maria Bonita crescer de forma consistente”, afirma Denis Perucci, idealizador da competição.
Segunda edição ganha mais alcance
Para 2026, a Copa Maria Bonita mantém a proposta de reunir clubes e atletas de diferentes estados nordestinos, ao mesmo tempo em que busca aumentar a visibilidade da modalidade na região.
A nova edição terá transmissão em TV aberta, TV fechada e plataformas de streaming, ampliando as possibilidades de acesso aos jogos.
Até o momento, estão confirmados Sport (PE), Ceará (CE), Vitória (BA), Juventude (SE), Mixto (PB), Atlético Piauiense (PI) e Sampaio Corrêa (MA).
Uma das novidades será a participação do Ceará. A entrada das Meninas do Vozão acrescenta mais um clube tradicional do futebol brasileiro à competição.
“A participação do Ceará é um reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido por todo o departamento de futebol feminino do clube. Ao mesmo tempo, representa uma oportunidade importante de levar a marca do time para uma competição de destaque no calendário regional e de fortalecer ainda mais a presença do futebol feminino cearense no cenário nordestino”, afirma Clara Ferreira, coordenadora técnica do elenco feminino do Ceará.
Uma competição que nasceu reunindo os nove estados
Realizada em Pernambuco, a primeira edição da Copa Maria Bonita teve 12 partidas disputadas na Arena de Pernambuco ao longo de dez dias.
O Fortaleza terminou como primeiro campeão do torneio depois de vencer o Sport por 1 a 0 na decisão. No total, foram 48 gols em 12 partidas, média de quatro por jogo.
Depois de estrear reunindo representantes dos nove estados nordestinos e conquistar espaço em diferentes plataformas de transmissão, a Copa Maria Bonita chega ao segundo ano com maior exposição. Com a Petrobras dando nome à competição, o torneio amplia sua capacidade de colocar em evidência clubes, atletas e o futebol feminino produzido no Nordeste.
Crédito da foto: Rafael Vieira / FPF
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