Kimberly-Clark: Reduzindo as pegadas, encontrando alternativas

Reduzindo as pegadas, encontrando alternativa. Artigo sobre sobre sustentabilidade, escrito por Carlos Eduardo Pereira, da Kimberly-Clark.
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Antes uma ameaça distante, a mudança climática se tornou uma realidade urgente na pauta de empresas, nas demandas crescentes de investidores, reguladores e ativistas que acompanham de perto o que a indústria tem protagonizado para a contribuição de um futuro mais verde.

Nunca foi tão frequente se deparar com a sigla ESG e seus impactos no mercado como neste último ano – a busca por melhores práticas ambientais, sociais e de governança é um forte movimento, que significa aplicar o dinheiro de maneira responsável, indo além da rentabilidade.

Segundo a Morningstar, consultoria de dados global especializada em fundos, em 2020, os fundos sustentáveis atingiram a marca de US$ 51,1 bilhões em novos investimentos. É quase o dobro dos cerca de US$ 21,2 bilhões recebidos em 2019.

Para um investimento ser de impacto, gostaria de elencar três passos que considero importantes nessa evolução. A primeira é com relação a intenção e o tipo de impacto que a empresa busca, conhecendo, de fato, se a companhia tem dentro do negócio o objetivo de impacto. A segunda etapa é a mensuração do impacto – como a empresa mede o impacto que quer produzir? Por fim, a terceira característica é a transparência: é fundamental estabelecer uma relação aberta com os públicos de interesse da companhia, desde investidores até colaboradores, parceiros, entidades, entre outros.

Sem dúvida, cada vez mais, as companhias vão se propor e se desafiar a identificar novas formas e maneiras de contribuir de forma mais sustentável e, principalmente, em se tornar agentes de uma transformação que pense no curto e longo prazo, que olhe para o futuro.

E quando falo isso, trago a importância de movimentar toda uma cadeia em busca de alternativas que possam melhorar os processos ambientais, desde mudanças no desenvolvimento de produtos, seleção de fornecedores mais sustentáveis, um olhar mais apurado no uso do transporte e logística de distribuição, entre outras ações. Todo exemplo e toda iniciativa devem ser levados em consideração, pois o impacto a longo prazo fará a diferença.

Um dos temas que tem entrado muito na pauta industrial é a redução da pegada de carbono. Na Kimberly-Clark em todo o mundo, por exemplo, definimos dentro de nossas metas de sustentabilidade para 2030, o engajamento em iniciativas que visam a neutralização da pegada de carbono. Já no Brasil, recentemente fechamos uma parceria que vai nos permitir neutralizar 100% do CO² emitido pela frota de veículos usada pela Kimberly-Clark no Brasil por meio do plantio de cerca de 18 mil árvores nativas do bioma brasileiro.

A iniciativa vai de encontro à meta da Kimberly-Clark de reduzir, nos próximos 10 anos, a pegada de carbono de suas operações e da cadeia de suprimentos de suas marcas, como Huggies®, Kleenex®, Neve®, Scott®, Intimus® e Plenitud®, em 50% para emissões absolutas de GEE (gases do efeito estufa). O compromisso também inclui uma redução de 20% nas emissões absolutas de GEE de produtos e serviços adquiridos e o tratamento de fim de vida útil de produtos vendidos. Esses compromissos foram aprovados pela Science Based Targets initiative (SBTi).

A pegada de carbono tem feito parte de diversas outras discussões – um dos movimentos mais recentes é o Transform to Net Zero, que reúne multinacionais de diversos segmentos a compartilhar suas pesquisas e estratégias com o objetivo de permitir que um volume maior de empresas consiga alcançar uma pegada de carbono neutro até 2050.

São movimentos como estes que passam a se tornar referências no mercado, práticas que podem ser adotadas por outras companhias, de segmentos e atuações diferentes, mas com um único objetivo – buscar soluções para a área ambiental, e principalmente, gerar uma consciência coletiva a partir de uma conversa liderada pela indústria, que pode alcançar seus diversos públicos de interesse e trazer a discussão mais para perto de todos.

Por Carlos Eduardo Pereira, diretor de operações da Kimberly-Clark Brasil

https://www.linkedin.com/in/carlos-eduardo-pereira-257b9411/

 

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