R$ 2,9 bilhões por ano, 147 mil faces publicitárias e presença nos 27 estados brasileiros. Esses são alguns dos números que dimensionam a operação dos 195 associados da Central de Outdoor, segundo o Panorama Central de Outdoor 2026, primeiro levantamento da entidade dedicado a acompanhar a evolução do mercado de mídia Out of Home (OOH).
Com base em dados de 2025, o estudo aponta ainda que as empresas associadas reúnem 6,7 mil colaboradores. Entre os respondentes, 78% consideram que o mercado de OOH está em expansão, enquanto 47% acreditam em crescimento superior a 10% nos próximos três anos.
O desempenho recente também reforça essa percepção: 47% dos associados ouvidos registraram alta superior a 15% entre 2024 e 2025, e 44% projetam crescimento acima de 15% em 2026.
A base da entidade é formada majoritariamente por estruturas enxutas. Quase 70% dos associados faturam até R$ 10 milhões por ano e 86% possuem até 49 colaboradores. A atuação é predominantemente regional, com 81% presentes em apenas uma região do país.
Digital já representa 56% do faturamento
A digitalização é um dos destaques do levantamento. Entre as empresas ouvidas, o inventário digital já corresponde a 58% das faces e 56% do faturamento.
Nas exibidoras com predominância de grandes formatos, o digital representa 17% do inventário, mas concentra 36% da receita. Nesse grupo, o número de painéis digitais cresceu 31% em 2025, com expectativa de avanço de mais 18% em 2026.
Para sustentar esse crescimento, dados de audiência (74%), inteligência artificial (55%) e compra programática (53%) aparecem como as tecnologias consideradas mais estratégicas pelos associados para os próximos anos.
O levantamento também evidencia a presença regional do meio. Entre as exibidoras associadas, 57% trabalham predominantemente com marcas locais e regionais. Para os próximos anos, no entanto, essas empresas apontam as marcas nacionais como principal motor de crescimento.
“Completar 49 anos e lançar o primeiro estudo de uma série contínua não é coincidência: é a maturidade da Central se traduzindo em inteligência para o setor. Queremos que o Panorama seja uma referência para quem decide investir, planejar ou regular o OOH no Brasil”, afirma Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor.
Panorama terá novas edições
Os dados foram coletados entre fevereiro e maio de 2026 com associados da entidade, incluindo exibidoras, agências especializadas e fornecedores de soluções para OOH. A metodologia e a interpretação dos resultados ficaram a cargo da consultoria Objet Trouvé, sob coordenação de Melissa Vogel.
“O Panorama não nasce para ser um retrato único, e sim o primeiro capítulo de um acompanhamento contínuo. À medida que repetirmos essa leitura, teremos cada vez mais capacidade de indicar para onde o OOH brasileiro está indo, e não apenas onde ele está hoje”, afirma Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor.
A Central de Outdoor pretende repetir o levantamento para construir uma série histórica sobre a evolução do setor.
Leia outras notícias: https://marcaspelomundo.com.br/categorias/anunciantes/