De volta para o futuro analógico, por Vinicius Mancini

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A fotografia entrou na minha “vida criativa” há cerca de 20 anos, durante a faculdade. Mergulhamos nesse mundo por 3 semestres consecutivos, sendo que parte do curso se dedicava à fotografia analógica, desde a captação em estúdio até o laboratório de revelação e ampliação. Passados os 3 semestres, minha bússola criativa apontou para o design digital e a fotografia deixou de ser o meu foco.

Acelerando o relógio em 10 anos, era Agosto de 2011 quando publiquei a minha primeira foto no Instagram. Uma combinação de formato quadrado com filtros vintage simulava filmes de câmera analógica. E aquilo chamou muito a minha atenção.

Como era possível produzir imagens tão interessantes apenas com um celular?

Junto com essa descoberta vieram doses diárias de dopamina: curtidas, comentários e seguidores chegavam através das fotos e hashtags que eu compartilhava. E esse foi o cenário que me levou a um vício intenso pela fotografia através do Instagram, um movimento que realinhou minha rota profissional.

Acelera mais uma década e aqui estamos em 2023, discutindo Inteligência artificial, Chat GPT, o futuro das profissões e até da humanidade: nunca a tecnologia foi tão protagonista como é hoje. Vejo muitos profissionais do mercado de comunicação ocupando novos espaços e produzindo conteúdo através das diversas ferramentas e plataformas baseadas em I.A. para gerar fotos, vídeos, animações, roteiros e muito mais.

Somando essa avalanche de novidades, caminhos e possibilidades à nossa vida que já é extremamente digitalizada, o resultado é um mix de incertezas com níveis alarmantes de ansiedade. Cada vez mais o ser humano busca apertar botões e ver a coisa pronta o quanto antes possível. E nessa busca, o ritmo mais orgânico do aprendizado humano vai ficando para trás sem que a gente perceba.

E foi nesse estralo que um dia resolvi correr até a Galeria Sete de Abril no Centro de São Paulo e comprar uma câmera analógica dos anos 70.

Tive que reaprender a fotografia analógica quase do zero, afinal, 20 anos sem praticar uma atividade é tempo suficiente para esquecê-la. E nesse estudo, eu percebi que o mundo analógico é extremamente terapêutico, os sinais dessa percepção vieram de forma sequencial.

Após o primeiro clique, minha reação automática foi olhar a parte de trás da câmera, buscando o resultado na tela, como fazemos com as câmeras digitais. Me lembrei que ali eu faria a foto e só veria o resultado após revelar o filme. Um baita freio nesse senso de urgência tóxico que acompanha a gente entre um imediatismo e outro.

Na sequência, sai para clicar na rua e me dei conta que só restavam 35 fotos, pois o rolo de filme 35mm padrão tem 36 poses. Já não poderia mais fazer 3 ou 4 cliques para garantir “a foto boa”, como fazemos com um celular ou câmera digital. No formato analógico, eu preciso pensar muito mais antes de decidir clicar.

Além desses dois exemplos, as diferenças entre a fotografia digital e analógica são gritantes e estão em todo o processo de produção. E ter contato com esse antagonismo nos dias de hoje, além de funcionar como verdadeiras sessões de terapia, me fez pensar sobre como a tecnologia banaliza e barateia diversos processos. Se de um lado ela derruba entraves e economiza tempo, do outro ela elimina pequenos prazeres e atividades que formam parte importantíssima do todo, do resultado final.

Quando me perguntam sobre como eu vejo o futuro com o avanço da inteligência artificial e os desafios que enfrentaremos, o meu ritmo humano de aprendizado não me permite dar uma conclusão. E isso é ótimo! Porque se tem uma coisa que aprendi após essa jornada ao passado através da fotografia, é que o futuro também precisa ser analógico caso a gente queira ter um mínimo de controle sobre a forma como nos “alimentamos” da tecnologia. Afinal, a própria alimentação está aí para nos lembrar: o natural sempre será mais saudável do que o artificial.

Por Vinicius Mancini, fundador da E-Content Lab

https://www.linkedin.com/in/viniciusmancini/

 

Leia outras matérias:

https://marcaspelomundo.com.br/destaques/pioneer-apresenta-multimidia-premium-com-tela-grande-e-recursos-avancados-de-conectividade/

 

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