Thriller, La Isla Bonita, All Night Long, We Are the World. Hits que atravessaram décadas, estilos e gerações têm algo em comum que quase nunca aparece nos créditos populares: a percussão de Paulinho da Costa. Brasileiro, carioca, ele está presente em algumas das gravações mais importantes da história da música e, ainda assim, segue sendo um nome pouco reconhecido no próprio país.
Referência na percussão contemporânea, Paulinho ajudou a levar o ritmo afro-brasileiro para o centro da indústria musical global. Sua trajetória atravessa fronteiras, estilos e formatos, influenciando artistas, produtores e a forma como o som pop foi construído ao longo das últimas décadas.
Os números ajudam a dimensionar esse impacto: mais de 6 mil faixas gravadas, colaborações com 972 artistas, participação em projetos que somam 161 indicações ao Grammy — 59 delas vencedoras — além de mais de 180 álbuns e singles certificados com ouro e platina. Ainda assim, seu nome raramente aparece quando se fala dos grandes responsáveis por moldar o som da música global.
“Alguns artistas no Brasil já foram mais reconhecidos lá fora do que aqui, como grandes nomes da bossa nova. Hoje, a cultura brasileira está sendo cada vez mais celebrada e gerando muito orgulho, especialmente pelo reconhecimento global nas principais premiações. E quando olhamos para a trajetória do Paulinho e o que ele fez, a conta não fecha: ele está em milhares de músicas, nos maiores álbuns, nas trilhas sonoras mais icônicas da história, e ainda assim segue pouco conhecido por aqui. A história de Paulinho da Costa é feita de passos que mudaram a música e continuam ecoando até hoje, por isso queremos celebrá-lo”, afirma Guilherme Martins, CMO da Diageo Brasil.
Esse movimento de reconhecimento ganha força agora com uma nova campanha de Johnnie Walker, que coloca Paulinho no centro da narrativa. A marca lança um filme-manifesto que revisita sua trajetória a partir de All Night Long, de Lionel Richie, conectando ritmos populares a uma história construída passo a passo: de um músico que atravessou culturas e ajudou a definir o som de clássicos globais.
A iniciativa faz parte da plataforma global de música da Johnnie Walker, que busca destacar trajetórias que representam progresso cultural e transformação. “Música é uma das expressões mais claras do progresso. Ela atravessa gerações, conecta pessoas e ajuda a transformar a sociedade, e é exatamente isso que Johnnie Walker sempre promoveu. No Brasil, entramos nesse território por meio da plataforma ‘Passos que mudam o ritmo do mundo’, conectando música, cultura e experiências imersivas para levar as histórias e trajetórias icônicas a um público cada vez maior”, afirma Paloma di Santo, diretora de Marketing Scotch Portfolio da Diageo.
Além do filme, a marca também viabilizou a produção de um documentário sobre Paulinho da Costa. Dirigido por Oscar Rodrigues Alves e produzido por Alan Terpins, o longa tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2026, em plataforma de streaming. O projeto reúne depoimentos de nomes centrais da indústria musical, como Quincy Jones e Will.i.am, ampliando o olhar sobre a relevância do percussionista para a música contemporânea.
Nascido no Rio de Janeiro, Paulinho começou a tocar percussão aos cinco anos de idade, ainda nos anos 1950. Desde então, construiu uma carreira sem paralelos, colaborando com artistas como Michael Jackson, Madonna, Whitney Houston, Diana Ross, Stevie Wonder, Elton John, Lionel Richie, Tina Turner, Céline Dion e Earth, Wind & Fire. Paralelamente, lançou seis álbuns autorais que transitam entre jazz, funk, ritmos latinos e influências afro-brasileiras.
Sua marca também está profundamente ligada ao cinema. Paulinho participou de mais de 350 filmes, contribuindo para trilhas sonoras icônicas como Os Embalos de Sábado à Noite, Dirty Dancing, Purple Rain, A Cor Púrpura, Jurassic Park, Indiana Jones, Transformers, Missão: Impossível e Hairspray. Canções associadas a esses projetos estiveram ligadas a filmes que somam 12 estatuetas do Oscar.
Paulinho domina mais de 200 instrumentos de percussão de diferentes culturas. Em 2026, esse reconhecimento ganhará um marco histórico: ele será a primeira pessoa nascida no Brasil a receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Criada pela AlmapBBDO, a campanha também parte de uma provocação interna sobre visibilidade e memória cultural. “Deu uma certa vergonha perceber que a gente mesmo não tinha a mínima ideia de quem ele era, mas conhecia a grande maioria das músicas que ele ajudou a dar ritmo.” afirmam Edu Lima, Pedro Corbett e Rodrigo Adam, diretores executivos de criação da Almap.
Para Paulinho, ver sua trajetória ganhar esse espaço é motivo de celebração. “Esse projeto tem um significado muito importante para mim. A música sempre foi meu caminho e ver essa história sendo contada e celebrada dessa forma tão bonita é motivo de muito orgulho e alegria”, comenta o músico.
Globalmente, Johnnie Walker vem ampliando sua atuação no território da música com iniciativas e parcerias que reforçam seu papel como agente cultural — como a colaboração com Sabrina Carpenter. No Brasil, esse posicionamento já rendeu reconhecimento internacional, incluindo o Grand Prix em Cannes por “Errata 88”, campanha que reposicionou Alaíde Costa, uma das fundadoras da bossa nova, ao corrigir um apagamento histórico.
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