BeHumble estreia no mercado propondo “divórcio” com o modelo tradicional de agência

João Lovise (CCO) e Eduardo Cabral (CEO) - BeHumble
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Em meio a fusões globais, reestruturações e uma crescente padronização das grandes redes de propaganda, dois nomes conhecidos do mercado brasileiro decidiram seguir na contramão. Eduardo Cabral, com passagens por WMcCann, Africa e Fbiz, e João Lovise, ex-Ogilvy, DAVID e SunsetDDB, anunciam a criação da BeHumble, nova creative company que nasce com a proposta de rever o jeito de operar, criar e se relacionar dentro da indústria.

Cabral assume como CEO e Lovise como CCO. Juntos, defendem que o mercado não precisa de mais uma agência nos moldes tradicionais, mas de uma estrutura mais coerente com as transformações do trabalho criativo atual.

Desde o princípio, a BeHumble deixa claro seu posicionamento. A identidade visual foi criada manualmente pelo artista Rafael Sliks, reforçando a ideia de processo autoral e artesanal. A tecnologia e a inteligência artificial fazem parte da rotina, mas não ocupam o centro da narrativa. A empresa sustenta a premissa de que inovação não pode significar substituição do olhar humano, e que criatividade continua sendo, antes de tudo, uma construção entre pessoas.

A operação nasce 100% remota e já começa com seis profissionais distribuídos entre Brasil, Espanha e China. O modelo privilegia times seniores e multidisciplinares, com foco em impacto e colaboração direta com lideranças de marcas, evitando, segundo os fundadores, a lógica de estruturas infladas, fragmentação excessiva e sobrecarga que se tornou comum no setor.

“A BeHumble é a manifestação de que o mercado não precisa de mais agências, mas de outros formatos de companhia criativa”, explica Eduardo Cabral, CEO da BeHumble. “Acreditamos em estruturas enxutas, sem ser sinônimo de sobrecarga, times seniores, multidisciplinares, que colaborem com as lideranças, sem agenda oculta, ego e processos fantasiosos, Prezamos pela proximidade real entre pessoas, ideias e negócios e temos humildade em reconhecer que atualmente isso se tornou raro.”

Uma estreia com ironia e alto-falantes

Se a proposta já aponta para ruptura, o lançamento reforça o discurso com bom humor. Em vez de um anúncio formal, a BeHumble optou por uma ação performática que traduz o conceito de “agência recém-divorciada”.

Carros de som circularam em frente a algumas das principais agências de São Paulo. Em tom nostálgico, remetendo às antigas declarações apaixonadas, as mensagens simulavam despedidas de um relacionamento longo e desgastado. O paralelo era as relações amorosas em crise comparadas ao modelo operacional das grandes estruturas criativas.

Com direito a apelidos como “O Gui”, “Gu”, “Gal”, “Davi” e “Lê”, o intuito das mensagens era provocar curiosidade e conversa no próprio mercado, sugerindo uma “separação consciente” de práticas que, na visão dos fundadores, já não fazem sentido: excesso de controle, processos engessados e distanciamento humano.

“A gente não quis lançar a BeHumble falando sobre o que está errado no mercado, mas mostrando, com leveza, por que escolhemos fazer diferente. Essa ação é quase um agradecimento às experiências que tivemos, e um jeito sagaz de dizer que, para nós, agora faz mais sentido trabalhar com menos ruído e mais verdade”, completa João Lovise, CCO da BeHumble.

Nas redes sociais, influenciadores como Maria Flor, Ale Nickel, Vandverso e Larissa Cavalcanti foram convidados a apresentar a nova empresa a partir de seus próprios olhares, sem roteiro pré-definido. “Co-criar até a explicação da nossa companhia já diz muito sobre como enxergamos conteúdo e criação”, complementa João Lovise.

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