Dados, métricas na comunicação. É possível?

Confira "Dados, métricas na comunicação. É possível?", de Fernanda Consorte, Diretora de Comunicação e Relações Institucionais do Ouribank.
LinkedIn
X
Facebook
Threads
WhatsApp
Minha formação primária, seja acadêmica, seja corporativa, foi em economia. Só depois de alguns anos migrei para a área de comunicação. Dito isso, é muito comum para mim me basear em dados para tomar decisões ou justificá-las.
Curiosamente, por muitos anos, números e dados eram algo destinado às áreas mais “exatas”, deixando departamentos como comunicação, marketing e recursos humanos mais dependentes de decisões empíricas. Contudo, desde que cheguei nesse mundo, percebo uma mudança radical nessa dinâmica. Hoje, até áreas tradicionalmente ligadas às “humanas” têm condições de utilizar dados como insumo para tomada de decisão, reforçando visões e conceitos. Acredito que essa transformação foi impulsionada pela digitalização, que não apenas trouxe mais dados, mas também exigiu uma nova mentalidade analítica. Hoje, estatísticas indicam que mais de 50% da propaganda está no ambiente digital – um universo totalmente orientado por dados, algoritmos e estratégias de entrega – contra menos de 30% na televisão, por exemplo.
Embora seja intuitivo pensar em mensuração e dados no marketing, entendo que essa abordagem também é plenamente aplicável à comunicação organizacional. Se analisarmos uma cadeia de impacto, podemos mensurar desde as entregas (como anúncios, releases, campanhas internas), passando pelas reações (impressões, engajamento, interações), até os resultados concretos (retenção de clientes, produtividade interna, percepção de marca) e os impactos de longo prazo (como engajamento sustentável, reputação corporativa, NPS e posicionamento top of mind). Ferramentas como pesquisas de clima organizacional, sentiment analysis de canais internos e dashboards de métricas vêm ganhando espaço na comunicação corporativa, permitindo um olhar mais estruturado sobre suas entregas.
O uso de dados na comunicação tem se tornado um diferencial estratégico, funcionando tanto como input – insumos que orientam decisões e estratégias – quanto como outcome, ou seja, os resultados e impactos das iniciativas comunicacionais. A coleta e interpretação desses dados possibilitam que as empresas saiam do achismo e adotem uma abordagem baseada em evidências, aumentando a assertividade na construção de narrativas e no posicionamento da marca.
Além disso, a análise contínua desses resultados permite um ciclo de melhoria contínua, onde dados retroalimentam novas estratégias, tornando a comunicação mais dinâmica, responsiva e eficiente. Assim, o uso inteligente de dados não apenas embasa as decisões iniciais, mas também fecha o ciclo de aprendizado, garantindo que a comunicação esteja sempre evoluindo e se adaptando às necessidades do público (interno e externo) e do mercado.
Ref: A comunicação no Comando, Claudio Cardoso, Aberje
Por Fernanda Consorte, Diretora de Comunicação e Relações Institucionais do Ouribank.
Leia mais artigos:
LinkedIn
X
Facebook
Threads
WhatsApp

Bradesco anuncia Ivete Sangalo como nova cliente-propaganda

O Bradesco acaba de anunciar Ivete Sangalo como sua nova cliente-propaganda, marcando um novo momento na estratégia de comunicação da instituição. O anúncio foi feito de forma simultânea nas redes sociais da cantora e do banco, sinalizando o início de uma parceria que pretende ir além das campanhas tradicionais. A

Octopus cria campanha para Câmara de São Paulo

A Câmara Municipal de São Paulo acaba de lançar uma nova campanha institucional que busca reposicionar o papel do cidadão dentro do processo legislativo. Desenvolvida pela agência Octopus, a iniciativa propõe uma comunicação mais próxima, acessível e convidativa, colocando a participação popular no centro da narrativa. A proposta parte de

Pool Jeans apresenta nova coleção e campanha que reforçam o denim como expressão de estilo e versatilidade

Pool Jeans insere o denim no centro da vida urbana em “Next Stop”

A Pool Jeans, marca denim da Riachuelo, apresenta a campanha “Next Stop: Pool Jeans” com uma leitura de que o jeans deixa de ser coadjuvante e assume protagonismo na forma como as pessoas se vestem, circulam e se expressam nas cidades. Com o conceito “veste e vai”, a comunicação traduz