A mídia Out of Home (OOH) vive um dos momentos mais consistentes de crescimento no mercado brasileiro de comunicação. Presente no cotidiano das pessoas, integrada às cidades e cada vez mais conectada à tecnologia e aos dados, a mídia exterior amplia seu papel como plataforma de branding, criatividade e conexão cultural entre marcas e pessoas.
Nos últimos anos, o investimento em mídia OOH no Brasil vem apresentando crescimento contínuo, acompanhando a retomada da mobilidade urbana e a transformação dos espaços públicos em pontos de contato qualificados entre marcas e consumidores. Ruas, avenidas, rodoviárias, aeroportos, shoppings e mobiliário urbano tornaram-se ambientes de narrativa, impacto visual e diálogo com a população.
Esse movimento de crescimento e relevância ficou evidente durante o Festival do Clube de Criação, um dos principais encontros da indústria criativa do país, que abriu espaço em sua programação para o painel “IA Generativa, 3D, Vídeo Mapping, FOOH, DOOH: como aproveitar de fato as tecnologias do OOH”, que contou com a participação de Chico Preto, CEO da CHICOOH+, Felipe Davis, CEO da OOH Brasil, Alessandra Malheiros, VP de Negócios da Altermark Group, Silvia Ramazzotti, diretora de marketing da JCDecaux, Tiago Zanatta, diretor de criação da GALERIA.ag, com mediação de Rog Chaves, Co-CCO da Africa Creatives.
A presença do OOH em um festival historicamente voltado à criatividade publicitária demonstra que o meio passou a ocupar um lugar de protagonismo nas discussões estratégicas, criativas e tecnológicas da comunicação.
Digitalização e dados impulsionam o meio
Um dos principais vetores desse avanço é a digitalização. O Digital Out of Home (DOOH) ampliou significativamente as possibilidades criativas e estratégicas do meio, permitindo campanhas dinâmicas, segmentadas por localização, horário, clima e comportamento do público. A integração com dados, inteligência artificial e geolocalização tornou o OOH mais mensurável, flexível e alinhado às demandas de performance das marcas.
Durante o debate, os painelistas discutiram o presente e o futuro da mídia OOH, reforçando seu caráter altamente sedutor para a criação. Inserido na cena urbana, o OOH é um formato que naturalmente convida o criativo a fazer parte da cidade, do cotidiano das pessoas e da narrativa dos espaços públicos.
Essa característica faz com que o meio seja constantemente visto como um ótimo espaço para ideias, experiências e soluções que extrapolam o impacto visual e se transformam em conversa, engajamento e memória de marca.
Colaboração para fazer o meio crescer
Outro ponto destacado foi o papel fundamental da colaboração entre agências, anunciantes e veículos. O painel reforçou que o crescimento do OOH passa pela aproximação desses agentes, com os veículos atuando não apenas como espaços de veiculação, mas como parceiros estratégicos capazes de oferecer insights, dados, ferramentas e apoio criativo desde o início do processo.
Essa construção conjunta fortalece a indústria como um todo e potencializa a capacidade do meio de resolver desafios reais de comunicação das marcas nas ruas, respeitando contexto, legislação e experiência urbana.
Mensuração e novos caminhos
O painel também trouxe à tona novas possibilidades de mensuração para a mídia OOH, incluindo o uso de brand lift, adaptadas para a compra de mídia tradicional. Apresentada pela CHICOOH+, a ferramenta é uma inovação que amplia a capacidade do meio de comprovar resultados, impacto de marca e eficiência estratégica.
Esse avanço reforça o papel do OOH como um canal cada vez mais integrado ao planejamento de mídia, complementar aos outros meios e fundamental para estratégias que buscam escala nacional.
Em um país onde a vida acontece nas ruas, o OOH segue forte, criativo, tecnológico e cada vez mais essencial para marcas que desejam fazer parte da cultura urbana e da conversa.
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