Ao longo do ano, reunimos histórias de mulheres que vêm construindo trajetórias marcadas por liderança, propósito e capacidade de transformação. Em diferentes áreas e contextos, elas compartilham desafios, aprendizados e reflexões sobre carreira, tomada de decisão e o impacto de suas escolhas dentro e fora das organizações.
Paula Spínola, cofundadora da Casa Delas, é uma dessas profissionais. Com 17 anos de experiência em comunicação corporativa, construiu uma trajetória sólida passando por diferentes segmentos até consolidar sua atuação no universo de relações públicas e assessoria de imprensa.
Formada em Jornalismo, iniciou sua carreira trabalhando com conteúdo em um momento em que o digital ainda dava seus primeiros passos. Ao longo do percurso, atuou em projetos nos setores de saúde, varejo e comunicação corporativa, com passagens por empresas como uma rede de shoppings, uma rede de supermercados e a agência WMcCann.
Em 2018, fundou a Casa Delas ao lado da sócia Dani Romano, com o propósito de construir uma agência alinhada aos valores em que acreditam, da identidade visual à forma de conduzir os negócios. Desde então, lidera uma operação que equilibra excelência na entrega, relações de confiança e a construção de projetos relevantes para clientes e equipe.
Um desafio que te transformou
Ao longo da carreira, Paula enfrentou situações que exigiram autonomia e senso de responsabilidade desde cedo.
“Na minha carreira, tive uma coincidência curiosa por motivos diversos. Desde o comecinho, passei por situações em que fiquei longos períodos sem ter uma liderança. Isso me trouxe ao longo do tempo bastante senso de responsabilidade sobre a entrega final e também sobre gerir as demandas ou outros profissionais no time. Antes de empreender, tive a oportunidade de trabalhar com o Washington Olivetto, e acredito que todos esses desafios me levaram a ter a minha própria empresa com a Dani Romano, minha sócia. Neste ano, assopramos as velinhas de 8 anos muito bem-vividos de Casa Delas.”
Um aprendizado que você gostaria de ter ouvido antes
Ao refletir sobre sua trajetória, Paula destaca o papel das escolhas, especialmente aquelas que envolvem dizer não.
“Os nãos que você fala na carreira são definidores de rota. Às vezes, até mais do que os sins.”
Um conselho para quem está começando
Para quem está iniciando a carreira, ela acredita que o aprendizado passa tanto pela observação quanto pela troca.
“Pode ser mais de um? Preste muita atenção em quem você admira e também em qual tipo de profissional você não quer ser. Não tenha medo de perguntar e de ouvir. Quem reconhece as próprias limitações ou erros costuma avançar mais rápido porque se coloca com mais responsabilidade na troca. E saiba que não tem nada que a gente faça bem feito que não possa ser aprimorado.”
Um momento em que você percebeu sua própria força
O empreendedorismo trouxe uma série de desafios que contribuíram para ampliar sua percepção sobre aprendizado e evolução.
“Acredito que empreender nos coloque muito frequentemente na posição do desconforto de incontáveis primeiras vezes. Novos projetos a todo momento e funções para além das entregas do serviço que oferta te dão um leque de aprendizado muito transformador. Nunca tem uma linha de chegada. É sempre sobre o percurso.”
O que mudou quando você passou a ocupar um espaço de decisão?
Ao assumir posições de liderança, Paula passou a enxergar com mais clareza o papel da confiança e da troca entre profissionais.
“Perceber que as vivências são bem pouco individuais, pelo contrário. Os nossos anseios são bem parecidos com os de outras pessoas. O que muda é a intensidade da confiança que cada um deposita em si e que aumenta gradativamente ao ocupar esses espaços. Faço parte de um grupo de mulheres da mesma área em que nós trocamos figurinhas e nos apoiamos, com o desejo de que mais mulheres possam ocupar todos os espaços que quiserem.”
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