A Portobello Shop é uma das marcas mais tradicionais do segmento de revestimentos no Brasil e, também, uma das que mais avançaram nos últimos anos ao expandir seu ecossistema para além do produto. O Marcas pelo Mundo conversou com Carol Fávero, gerente de Marketing e Trade da Portobello Shop, para entender o posicionamento da marca no mercado, a estratégia com especificadores e os planos para 2026.
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Com quase três décadas de presença no varejo especializado, a Portobello Shop se consolidou como uma operação robusta dentro do grupo. A vertical de varejo tem 26 anos e hoje soma cerca de 160 lojas espalhadas pelo Brasil, sendo aproximadamente 30 unidades próprias e a maioria operando no modelo de franquia. Essa capilaridade posiciona a rede como uma das principais forças do varejo no setor, com presença em todas as capitais e atuação nacional apoiada por centros logísticos que distribuem os produtos a partir do parque fabril no Sul do país.
A entrevista aconteceu em uma das lojas que mais traduzem o propósito da marca: inspirar. A unidade da Gabriel Monteiro da Silva é, por si só, um convite à renovação e evidencia como o ambiente físico é parte central da estratégia da Portobello Shop. Para a empresa, o design não é apenas estética: é um diferencial competitivo e um pilar de construção de marca.
Segundo Carol, a Portobello trabalha com uma metodologia própria para orientar o desenvolvimento de produtos e experiências. Esse processo, chamado internamente de ciclo da inovação, combina escuta ativa do mercado com pesquisa e curadoria. A marca estrutura inputs vindos de arquitetos, designers de interiores, engenheiros, parceiros e consumidores, além de manter um olhar constante para tendências de comportamento e consumo.
Um dos pilares importantes é a relação com especificadores. A Portobello recebe mais de 1.000 profissionais por ano na fábrica e mantém um programa estruturado de relacionamento. A marca também destaca a força da sua comunidade de arquitetos, considerada uma das maiores do país dentro do setor, e baseia esse vínculo em experiências exclusivas e ações que reforçam pertencimento.
Esse foco se justifica também pela dinâmica do mercado: revestimentos são produtos de ciclo longo, e o consumidor final costuma reformar ou construir em períodos espaçados. Já os especificadores frequentam as lojas de três a quatro vezes por mês, funcionando como um elo constante entre as novidades da marca e os projetos em andamento.
O portfólio da Portobello Shop acompanha essa visão de “solução completa”. Além de pisos e revestimentos, a marca oferece complementos e produtos sob medida, como mobiliários e bancadas em porcelanato, mosaicos, argamassas e rejuntes. O ecossistema inclui ainda metais e soluções para cozinha e banho, com parcerias estratégicas e linhas próprias, reforçando a proposta de atender a casa como um todo: do revestimento ao acabamento final.
A marca também se diferencia por um histórico consistente de colaborações com grandes nomes da arquitetura, do design e das artes. As coleções assinadas fazem parte do DNA da Portobello Shop e, de acordo com a executiva, são construídas com tempo, pesquisa e relacionamento — muitas vezes iniciando como uma aproximação sem um formato definido, até amadurecerem para produto, loja ou projetos de conteúdo.
Esse modelo de construção de parceria aparece em cases recentes, como a colaboração com o arquiteto Isay Weinfeld, que evoluiu do lançamento de produto para o convite de assinatura de uma nova flagship, prevista para inaugurar em março. Outro exemplo é a coleção lançada com Vik Muniz, resultado de um relacionamento iniciado anos antes e desenvolvido gradualmente até se transformar em produto.
A força industrial também sustenta esse posicionamento. A principal fábrica fica em Tijucas (SC), onde está concentrada a tecnologia, a inovação e o design. A sede corporativa do varejo está em Florianópolis, e a empresa mantém um ritmo intenso de viagens e presença em eventos estratégicos no Brasil e no exterior.
Nos últimos anos, a Portobello também acelerou sua estratégia internacional. A marca inaugurou uma fábrica nos Estados Unidos, no Tennessee, e abriu um technical office em Miami. A exportação, que já era um canal relevante desde o início da empresa, ganhou ainda mais protagonismo com o lançamento da primeira coleção global, produzida tanto no Brasil quanto na operação americana.
No marketing, a Portobello Shop atua com uma estratégia fortemente baseada em CRM e segmentação, especialmente para o público de arquitetos e designers. A base reúne mais de 40 mil arquitetos cadastrados, com cerca de 1.000 profissionais frequentes, e a marca aposta em comunicação direta, dados e relacionamento. Ao mesmo tempo, o digital tem ganhado espaço com um projeto estruturado de influência e mídia, já representando cerca de 8% do sell-out final com impacto comprovado.
A empresa reforça que seu posicionamento evita o caminho tradicional de preço e promoções, adotando uma linguagem mais conectada à marca, ao design e ao valor percebido.
Para 2026, a Portobello Shop se prepara para um cenário desafiador, especialmente por ser um ano eleitoral e de possíveis instabilidades econômicas. Ainda assim, a empresa está otimista, sustentada por um histórico de crescimento consistente ao longo dos últimos trimestres e por um plano de ativação de marca centrado na experiência.
A principal aposta será a nova flagship na Gabriel Monteiro da Silva, com uma proposta de reforçar o posicionamento e ampliar o impacto da marca em um dos endereços mais simbólicos da arquitetura paulistana. Além disso, a empresa prepara uma nova fase de sua comunidade de especificadores, com ações e experiências ainda mais especiais.
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