A câmera frontal virou parte da rotina e, também, da construção de identidade de toda uma geração. Seja na hora da maquiagem ou na produção de conteúdo para redes sociais, o celular passou a ocupar o lugar de espelho. Mas esse reflexo digital está longe de ser fiel.
O motivo muitas vezes é técnico: as lentes frontais utilizam um tipo de enquadramento que amplia o campo de visão, alterando proporções faciais. Na prática, isso pode significar um nariz mais alongado, olhos com distâncias diferentes e um rosto que não corresponde exatamente ao que vemos no espelho.
Essa diferença, aparentemente sutil, já começa a gerar impactos reais. Um estudo publicado na revista Plastic & Reconstructive Surgery, ligada à Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, aponta que selfies podem distorcer proporções faciais e relaciona esse fenômeno ao aumento da busca por procedimentos estéticos entre jovens, especialmente rinoplastias.
É nesse contexto que surge a nova campanha de Natura Faces, “Você não é a sua Selfie”. A iniciativa propõe uma reflexão direta: até que ponto a imagem digital está influenciando a percepção que temos de nós mesmos?
A campanha ganha força nas redes sociais com a participação de mais de 50 influenciadoras, como Mirella Qualha, Ana Ruy e Julia Lira. Em conteúdos dinâmicos, principalmente em formato de GIF, elas reagem às diferenças entre suas imagens captadas por diferentes lentes, escancarando como a tecnologia pode alterar traços aparentemente simples.
Para ampliar a discussão, a marca desenvolveu um filtro no TikTok que funciona de maneira oposta aos tradicionais. Em vez de “embelezar”, ele corrige as distorções da câmera frontal, aproximando a imagem digital de uma representação mais realista.
A experiência também ganha um desdobramento físico. Natura Faces criou pequenos espelhos acopláveis às capinhas de celular, incentivando o uso do reflexo real no dia a dia, especialmente durante a rotina de cuidados pessoais.
Outro ponto da campanha é um experimento social que registra a reação de jovens ao se depararem com as diferenças entre sua imagem real e a captada pela selfie. O material será divulgado nas redes da marca e também exibido em mídia out of home e Elemídia.
“Ao começar esse movimento nas redes sociais com a reação de grandes influenciadoras às distorções de suas próprias imagens, queremos influenciar o jeito que essas meninas estão se vendo e trazer consciência para algo do cotidiano delas que não corresponde à realidade, mas que elas estão tratando com verdade”, afirma Milena Zindeluk, Diretora de Criação da Africa Creative.
Já Tatiana Ponce, CMO e vice-presidente de inovação da Natura, reforça o papel da marca nesse debate: “A Natura acredita, desde sua fundação, que a busca pela beleza é legítima e que o ‘bem estar bem’ só se realiza plenamente quando cultivamos relações mais empáticas — com o outro, com o meio e, sobretudo, conosco mesmos. Em um contexto em que a imagem é constantemente distorcida pelo digital, reforçamos a importância de apoiar as novas gerações na construção de uma percepção mais real e positiva de si”, afirma.
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