Um relógio de rua, uma tela em um aeroporto e um painel no metrô podem até fazer parte da mesma estratégia de mídia, mas são vistos em situações completamente diferentes. Tempo de exposição, distância, movimento das pessoas, ambiente e até a quantidade de informações ao redor interferem na maneira como uma mensagem é percebida.
É a partir dessa leitura que a Roohts, empresa do Grupo Dreamers especializada em OOH, desenvolveu a Roohts UX, metodologia proprietária criada para orientar a concepção e a avaliação de campanhas considerando não apenas os formatos disponíveis, mas também a experiência das pessoas diante de cada ativo.
A proposta parte de uma questão ainda recorrente no mercado: criar para OOH é diferente de simplesmente adaptar uma campanha para OOH.
“Ainda hoje, em muitos lugares, fazer campanhas para OOH significa adaptar peças a diferentes formatos, e não criar para o meio. Mas um relógio de rua, uma tela de aeroporto e um painel de metrô não têm apenas formatos diferentes: são experiências diferentes. A Roohts UX transforma a leitura do contexto das cidades em critérios claros para a criação. A proposta não é ditar regras, mas preservar a experiência da audiência e atuar como guardiã das marcas, garantindo que a identidade da marca e o objetivo de comunicação de cada campanha permaneçam reconhecíveis em todos os momentos da jornada. Assim, criamos campanhas mais eficazes e autênticas”, explica Vinicius Cohin, head de Criação da Roohts.
O que muda quando o contexto entra na criação
A construção da Roohts UX começou pela observação das cidades, das jornadas e do comportamento das pessoas diante dos diferentes pontos de contato com a mídia exterior. O trabalho teve início em São Paulo e vem ganhando escala nacional.
A partir dessa análise, a Roohts combinou estudos de campo com princípios de experiência do usuário, design, neurociência, heurísticas e contexto urbano.
O resultado foi organizado em oito pilares: jornada, contexto e carga cognitiva; hierarquia visual; grid e composição por ativo; cores, contraste e acessibilidade; tipografia e legibilidade; fotografia; animação; e objetivo de comunicação.
Em uma segunda etapa, a SocialData realizou um desk research com 32 fontes, entre referências bibliográficas, pesquisas acadêmicas e de mercado, estatísticas e artigos científicos, para aprofundar e validar os pilares.
“As plataformas de mídia oferecem momentos de atenção contextualizados, mas é criatividade e a qualidade da produção que capturam a atenção, transmitem a mensagem e mobilizam o consumidor. Comunicação é uma ciência onde a criatividade deve ser exercida com profissionalismo, lastreada por pesquisas e fomentada pelo intelecto e a sensibilidade. Esse cuidado multiplica a eficácia e a eficiência do OOH, onde o impacto é inevitável, mas o resultado, como demonstram as pesquisas, é construído por cada detalhe.”, conta Flávio Ferrari, Sócio Fundador da SocialData.
OOH já representa 14,8% dos investimentos monitorados
A discussão sobre a eficiência da comunicação acompanha o avanço do próprio meio no mercado publicitário brasileiro.
Segundo o Painel Cenp-Meios, o OOH movimentou R$ 827,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 14,8% dos investimentos publicitários monitorados no período. Os dados consideram os valores faturados declarados pelas 297 agências que integram o levantamento.
Com esse resultado, o OOH ocupa a terceira posição entre os meios monitorados, atrás da televisão, com 42%, e da internet, com 38,3%.
“À medida que o OOH ganha mais relevância no mix de mídia, também aumenta a responsabilidade sobre a forma como esses espaços são utilizados pelas marcas. Não se trata apenas de escolher onde estar, mas de entender como cada ativo funciona, como as pessoas interagem com ele e como a comunicação pode ser mais eficiente naquele contexto. A Roohts UX nasce para organizar esse conhecimento e transformá-lo em uma metodologia aplicável ao dia a dia do mercado”, afirma Bruno Guerrero, CEO da Roohts.
Dados e criação na mesma estrutura
A Roohts UX integra o Roohts OS, sistema operacional proprietário da empresa desenvolvido em Google Cloud Platform.
A estrutura reúne diferentes frentes da operação, entre elas um Data Lake, que cruza informações relevantes para o mercado de OOH, e o módulo OOH ROI, voltado à mensuração das campanhas.
Legenda da foto: Da esquerda para direita, Fabricio Nascimento, Bruno Guerrero, Bruno Putz, Victória Costa e Vinicius Cohin.
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