A força do associativismo: O que está movendo o futuro do OOH

A força do associativismo: O que está movendo o futuro do OOH. Artigo de Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor.
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A cada encontro que reúne os profissionais da cadeia do OOH – exibidores, anunciantes, agências, fornecedores e especialistas – fica mais evidente a força desse ecossistema. Quando diferentes perspectivas e vozes se encontram, o nosso compromisso com a inovação, tecnologia e sustentabilidade no setor se fortalece.

A 34ª edição da nossa convenção mostrou, mais uma vez, a força do associativismo. Do pequeno ao grande exibidor, todos cabem aqui. A presença de players de diferentes portes e regiões ajuda a fortalecer o mercado, promovendo um ambiente mais democrático e estruturado. A pesquisa econômica realizada pela Tendências Consultoria, em novembro de 2024 trouxe um retrato fiel desse cenário da Central de Outdoor, mostrando que 40% dos veículos de OOH no Brasil são micro ou pequenos, enquanto 51% são de médio porte. Isso comprova que a diversificação de formatos e modelos de negócio são essenciais para a sustentabilidade do setor.

No Brasil, o OOH continua em ascensão, ocupando 11,8% do bolo publicitário, segundo dados do Cenp-Meios, divulgados em março de 2025. Isso é resultado da combinação entre criatividade, avanços tecnológicos e um ecossistema colaborativo que tem trabalhado para valorizar a mídia exterior. Nosso compromisso é garantir que esse crescimento continue de forma estruturada, com a profissionalização do setor e o desenvolvimento de métricas mais precisas.

Tom Goddard, presidente da WOO (World Out of Home Organization), reforçou o protagonismo do Brasil no mercado global. O nosso país entrou para o top 10 mundial de investimentos em OOH, alcançando US$ 1,3 bilhão. Esse crescimento acompanha o aumento global do DOOH (Digital out of home), que passou de 20% de participação no Brasil em 2022 para mais de 50% em 2024. O desafio agora é consolidar essa posição e expandir ainda mais nossas possibilidades, principalmente através da digitalização e da programática.

Hugo Rodrigues, chairman da WMcCann, destacou o impacto da inovação e do uso de dados na publicidade. Como ele bem pontuou, “Quem souber atender às novas demandas do mercado vai sair na frente”. A pesquisa da Tendências também trouxe insights valiosos sobre a importância dos grandes formatos, que representam 68% dos veículos de OOH do Brasil e têm um peso significativo no faturamento do setor. No entanto, vale uma reflexão: grande parte dos dados apresentados ainda não é devidamente mensurada.

Por onde passamos, buscamos sempre deixar um legado. Na última edição da convenção, desenvolvemos uma campanha publicitária para circular na mídia exterior de todo o país. Como destacou Felipe Davis, diretor de Novos Negócios da Central de Outdoor, “Viemos ao Rio para usufruir de tudo de maravilhoso que a cidade oferece, mas estamos felizes em deixar essa campanha como legado”. A ideia surgiu em uma reunião de pauta, em parceria com o Clube da Criação Rio de Janeiro, ABMN (Associação Brasileira de Marketing e Negócios) e Grupo de Mídia RJ, com o objetivo de reforçar o potencial do Rio de Janeiro como uma capital de negócios e um mercado estratégico para OOH e DOOH. Com o apoio de nossos associados, a campanha “Rio é ROI” foi lançada e impactou o público logo na saída do evento. É a força do associativismo impulsionando pautas relevantes para as cidades.

A mudança do nome da nossa convenção para OOH Summit Brasil, a partir de 2026, reflete essa evolução. O evento será realizado em São Paulo, acompanhando a dinâmica de um dos principais mercados publicitários do país e trazendo ainda mais visibilidade ao setor. E como foi dito na abertura deste ano, o melhor ainda está por vir. O OOH Summit Brasil não será apenas uma mudança de nome, mas um marco na história do nosso setor. Um movimento que une a indústria de mídia exterior do Brasil e do mundo para acelerar a qualificação, a troca e o protagonismo do mercado.

O que aprendemos com essa jornada, é que não estamos sozinhos. O OOH brasileiro é resultado de um trabalho coletivo, de empresas que acreditam no potencial da mídia exterior e de um ecossistema que valoriza a troca de experiências. Vamos continuar construindo juntos esse futuro, fortalecendo cada vez mais a nossa presença no mercado global e consolidando o OOH como um dos pilares da comunicação moderna.

Por Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor 

Crédito da foto: Alê Oliveira

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