Ao longo do ano, reunimos histórias de mulheres que vêm construindo trajetórias marcadas por liderança, propósito e capacidade de transformação. Em diferentes áreas e contextos, elas compartilham desafios, aprendizados e reflexões sobre carreira, tomada de decisão e o impacto de suas escolhas dentro e fora das organizações.
Sandra Leise Minchillo, publisher e CEO do Cidad3, é uma dessas lideranças. Com uma trajetória que conecta comunicação, empreendedorismo e construção de redes de conhecimento, ela atua há décadas no desenvolvimento de projetos que fortalecem o setor de arquitetura, design e construção no Brasil.
Formada em Comunicação pela Universidade Metodista, iniciou sua carreira na Folha de S.Paulo, onde atuou em diferentes segmentos e participou de projetos relevantes, como o lançamento da Nova Folha da Tarde e a criação de cadernos especiais. Ao longo da carreira, também teve passagem pela Plano Editorial, no segmento de tecnologia, onde liderou iniciativas de conteúdo e eventos.
Como empresária, construiu uma trajetória de mais de 26 anos no mercado de arquitetura, decoração e construção, sendo cofundadora de publicações como Casa e Mercado, Construção e Negócios e Revista Decorar. Ao longo desse percurso, também idealizou eventos e iniciativas de relacionamento que conectam profissionais e empresas do setor.
À frente do Cidad3 — Centro de Informação de Design, Arquitetura, Decoração e Engenharia — lidera um projeto pioneiro baseado em economia colaborativa, com foco em networking qualificado, conteúdo relevante e desenvolvimento do mercado. Sua atuação também inclui consultoria, participação como jurada em premiações do setor e curadoria de projetos estratégicos.
Um desafio que te transformou
Entre os momentos mais marcantes de sua trajetória, Sandra destaca uma experiência pessoal que redefiniu sua forma de enxergar o mundo e o impacto de suas ações.
“A chegada do meu filho com Síndrome de Down foi o meu maior divisor de águas. Diante da dor e do medo que acompanham uma realidade imutável — por mais vitoriosos que nos consideremos — vivi a experiência mais profunda da minha vida. Aprendi que, se não podemos moldar uma criança ao mundo, nossa missão é transformar o mundo para recebê-la. Essa mudança começou internamente, mas transbordou: junto a um grupo de pais, fundamos a primeira ONG de pais pró-inclusão no Brasil. No fim, a resiliência e a força de um propósito coletivo provaram ser capazes de superar qualquer barreira, inclusive as profissionais.”
Um aprendizado que você gostaria de ter ouvido antes
Ao longo da carreira, Sandra reforça o valor da construção coletiva como base para projetos duradouros.
“Nada supera a força do coletivo. Por maior que seja o seu foco, dedicação ou entusiasmo individual, o sucesso é exponencial quando você convida outras pessoas a sonharem o mesmo sonho. Construir junto não é apenas mais fácil; é o que torna o projeto real e sustentável.”
Um conselho para quem está começando
Para quem está iniciando a trajetória profissional, ela destaca a importância de aprender com referências diversas e compreender o valor da excelência em diferentes contextos.
“Busque a proximidade de quem já trilhou caminhos de excelência; o aprendizado ocorre por osmose. Mas lembre-se: entenda o sucesso em suas diversas formas. Observe desde o artesão que executa sua obra com perfeição técnica até o grande líder. O valor não está apenas no preço final, mas na maestria da entrega.”
Um momento em que você percebeu sua própria força
Ao longo da trajetória, a consistência entre discurso e prática se tornou um dos pilares de sua liderança.
“Percebi minha força na consistência entre o discurso e a prática. Ao cumprir cada promessa feita, conquistei não apenas o apoio das pessoas, mas a autoconfiança necessária para entender que a realização de grandes projetos era, de fato, possível.”
O que mudou quando você passou a ocupar um espaço de decisão?
Ao assumir posições de decisão, Sandra passou a ampliar sua visão sobre impacto e responsabilidade dentro das organizações.
“O olhar deixou de ser segmentado. Ao assumir espaços de decisão, a responsabilidade passou a abraçar o ecossistema como um todo, exigindo uma dedicação muito maior ao desenvolvimento da equipe e um foco implacável no resultado global, e não apenas no sucesso de uma área específica.”
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