Primeiro veio a curiosidade. Uma inteligência artificial que prometia companhia começou a aparecer em São Paulo nas ruas, nas redes, nas conversas. Sem marca, sem contexto, só uma proposta provocadora: e se a tecnologia pudesse ser sua nova melhor amiga?
A resposta veio depois e não era exatamente sobre tecnologia. A PEDIGREE assumiu a autoria da iniciativa e revelou que a tal IA era, na verdade, um caminho para algo bem mais simples (e real): aproximar pessoas de cães disponíveis para adoção. A ideia inverte a lógica comum do hype tecnológico e usa o próprio discurso da inteligência artificial para reforçar o valor de conexões que não podem ser simuladas.
Criada pela AlmapBBDO, a campanha parte da substituição de relações humanas por interfaces digitais para propor um desvio: usar a tecnologia como ponte para vínculos genuínos.
“O vínculo entre pessoas e cães traz inúmeros benefícios: desde a alegria de ser recebido na porta de casa até o companheirismo sem julgamentos e o carinho incondicional. Utilizamos a inteligência artificial para dar ainda mais visibilidade a uma causa que defendemos há 17 anos com o programa PEDIGREE Adotar é Tudo de Bom, o maior programa de adoção do país e que já ajudou 88 mil cães a encontrarem um lar”, destaca Ricardo Marinho, gerente de Marketing de PEDIGREE na Mars Pet Nutrition Brasil.
Em um cenário onde a solidão e a saúde mental ganham cada vez mais espaço no debate público, a relação com animais aparece como um contraponto concreto. Dados do Waltham Petcare Science Institute reforçam esse papel: 86% das pessoas reconhecem impactos positivos dos pets na saúde mental, enquanto 69% apontam redução de estresse e ansiedade — e 63% os veem como amigos de verdade.
Quando o algoritmo leva ao encontro real
No centro da ação está a plataforma melhoramigo.ia, que funciona quase como um “matchmaker” entre humanos e cães. A partir de uma conversa guiada, o sistema cruza perfis e sugere animais disponíveis para adoção em ONGs próximas.
Mas aqui, o algoritmo não é o protagonista, ele é só o meio. A entrega final não é digital: é um encontro.
Uma campanha construída na curiosidade
A narrativa foi desenhada em duas etapas. Primeiro, a dúvida: peças em preto e branco ocuparam pontos estratégicos da cidade, como as estações Sé e Luz e avenidas como Paulista e Faria Lima, levantando perguntas sobre essa IA “emocional”.
Ao mesmo tempo, o tema ganhou tração online. O influenciador Felca entrou na conversa questionando o papel da tecnologia nas relações afetivas, movimento que ajudou a expandir o debate e preparar o terreno para o reveal.
Na sequência, a virada: a IA não era o fim da história, mas o gancho. “Partimos de uma pergunta simples: se a IA consegue simular tantas relações, por que não usá-la justamente para levar as pessoas a uma amizade de verdade? A tecnologia vira o gancho criativo para reforçar algo que PEDIGREE já defende há anos: nada substitui o encontro real entre um humano e um cachorro” comenta Fernanda Portugal, Diretora de Atendimento da AlmapBBDO.
“No fim, estamos fazendo uma campanha que tem uma crítica as amizades de IA e ao mesmo tempo lançando uma IA justamente para isso. Então, o filme abusa da linguagem típica das big techs fazendo um contraponto com a vida real” destacam Fernando Duarte e Henrique Del Lama, VPs de Criação da AlmapBBDO.
Mais do que campanha, continuidade
A iniciativa não surge isolada. Ela se conecta ao histórico da marca com a causa da adoção e avança um legado que já ganhou visibilidade em projetos anteriores, como “Caramelo”.
Agora, com mais de 200 cães disponíveis na plataforma, em parceria com o Instituto AMPARA Animal, a proposta é ampliar o alcance da adoção responsável usando uma linguagem atual, mas com um objetivo antigo: encontrar lares.
No fim das contas, a campanha faz um movimento interessante: entra no território da inteligência artificial para lembrar que algumas conexões ainda não têm substituto.
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