Se toda promoção boa demais levanta suspeita, o Bob’s decidiu não fugir e brincar com isso. A nova campanha da marca, batizada de “Pode acreditar”, parte de um comportamento bastante brasileiro (e cada vez mais digital): a dúvida automática diante de qualquer oferta que pareça vantajosa demais. Em vez de tentar provar o contrário de forma direta, a comunicação faz o movimento oposto: exagera, ironiza e entra no território dos “caôs” da internet para, só depois, revelar que dessa vez, é real.
O ponto de partida criativo mergulha em códigos bem reconhecíveis da cultura online brasileira: histórias absurdas, fanfics, memes e situações que parecem mentira. O desconforto inicial vira recurso narrativo. A dúvida deixa de ser ruído e passa a ser estratégia.
No centro da campanha está o “Combate”, um combo a partir de R$ 22,90 que permite ao consumidor montar sua refeição com Chicken Filé Jr ou Bob’s Cheddar, Franlitos (duas unidades), batata frita pequena e refrigerante com refil. É flexibilidade dentro de uma oferta fechada, reforçando a percepção de vantagem real.
Mas é na escolha do casting que a campanha encontra seu maior acerto de tom. Naldo Benny abre a narrativa em um conteúdo que revisita o universo de “Amor de Chocolate”, e aqui não se trata apenas de nostalgia. Trata-se de repertório coletivo. Naldo hoje ocupa um lugar curioso: ao mesmo tempo ícone pop e personagem recorrente do humor digital. Ou seja, perfeito para uma campanha que vive justamente na fronteira entre o real e o inacreditável.
A história continua com influenciadores conhecidos por parecerem versões “alternativas” de celebridades globais, como figuras que lembram Will Smith, Jackie Chan, Harry Potter e Vin Diesel. A provocação é direta: “Eles podem até parecer mentira… mas a promoção é real.”
Ao longo da campanha, criadores ampliam esse jogo narrativo com situações absurdas que, no final, desembocam na mesma revelação. E o fechamento mantém o tom leve: “Não é pegadinha. É Bob’s.”
“A gente partiu de um insight muito real: quando a oferta é boa demais, a primeira reação é desconfiar. Em vez de tentar convencer, a gente decidiu abraçar essa dúvida e transformar em ideia. Exagerar, brincar, provocar. Porque é justamente aí que está a força: não tem truque, não tem pegadinha. É uma oferta tão boa que parece mentira. Mas não é”, revela Ricardo Weitsman, diretor executivo de Criação da Artplan.
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